07/08/2011

Captain America (2011) by Sofia

por Sofia;

Em primeiro lugar, quero agradecer à Lusomundo o facto de ter escolhido como primeiro anúncio - dos 20 minutos de propaganda consumista que antecedem o filme - uma publicidade totalmente gay que envolve o Hugh Jackman a dançar na tentativa de promover chá frio. Depois fiquei na dúvida se, na nova versão dosThe Three Musketeers - além dos golpes à Matrix e de desfiles de Flying Dutchman – existirão universos paralelos…






Findos os sufocantes 20 minutos de lixo informacional começa Captain America. E começa tão bem – com uma subtil referência ao século XXI e o primeiro manifesto a Avengers.

Para alguns, não é desconhecido o facto de que a História é um factor determinantena minha vida, e por vezes, acontece ver determinados filmes sob um determinado prisma – o histórico.
E este prisma faz-me perceber porque é que muitos – sobretudo os mais jovens – não acham piada ao Capitão América, não tem high-tech, não tem gadgets, não tem computadores touch screen. Tem a Segunda Guerra Mundial.

Aqueles que conhecem a banda desenhada original, sabem que o Capitão América nasceu de uma onda de super-heróis que foram usados como divulgação do patriotismo norte-americano e é muito curioso como em pleno ano 2011 os EUA continuam conseguir usar a máquina "I Want You".





No filme está implícita a teoria do “super homem” Übermensch, descrita por Nietzsche no seu livro “Assim Falou Zaratustra”. Teoria esta, tão querida a Adolf Hitler e independentemente de ser verdade esta inspiração ou não, facto é que Hitler, juntou a medicina e a ciência ao sabor da guerra e promoveu uma luta incessante pelo “afinar da raça pura” e imbatível. Sim, os americanos também não são inocentes nesta matéria – prova é, a obstinação que ainda hoje, têm pelas características especiais de algumas das suas forças militares.
Outro detalhe bem conseguido no filme, é a questão do fascínio que os nazis tinham pelas relíquias históricas e pela mitologia – aqui tão bem aproveitada para fazer a ponte com Thor.

Chris Evans, uma excelente surpresa, com acção, quando deve aplicar acção, cómico, quando deve ser cómico. Adorei ver que o fato azul nasceu sujo, e sujo permaneceu – para mim até agora o melhor fato das adaptações Marvel ao cinema. Os detalhes Howard Stark são deliciosos e como Dominic Cooper faz bem a ponte com a personagem de Downey Jr. Num elenco com boas personagens secundárias,merece especial destaque Tommy Lee Jones – afinado sempre que aparece.

Num filme – denominado por muitos, de comercial – em que existe uma ausência de contemporaneidade (tirando alguns minutos do filme), a Europa recebe uma “chapada de luva branca”, e numa altura em que o nosso continente critica os EUA pelas declarações das agências de rating, foi uma boa altura para relembrar os mais esquecidos que devemos aos americanos a vitória da Segunda Guerra Mundial. E Red Skull disse “o futuro não tem bandeiras” – questiono - terá sido esta, uma provocação ao fim das diferentes moedas e adopção definitiva do dólar pelo mundo?

Como gostei de Captain America… foi uma surpresa boa e similar ao Thor. Venham os Avengers, estou preparada.

13/06/2011

Daydream Nation (2010)

por Sofia;

Não via um filme que me enchesse tanto as medidas há muito tempo. ADOREI do principio ao fim. Gostei de cada detalhe, cada plano, cada dialogo.



Kat Dennings é um diamante em bruto e tão gira que até chateia. Ela interpreta Caroline, a eterna adolescente, orfã de mãe, que é obrigada a ir viver para uma cidade mínima e monótona.
É um filme independente - o que acarreta alguns riscos e desconfortos para alguns espectadores. Tem cortes narrativos, flashbacks, e alguns diálogos estranhos e pouco habituais para os mais desatentos.
Tem sexo, drogas, um assassino em série, professores pouco docentes e tem sobretudo muitos jovens com problemas hormonais.
Posso arriscar e descreve-lo como um um mix de Californication + Weeds + Juno + Trainspotting

Obrigatório para quem gosta do género.

The Other Woman A.K.A Love and Other Impossible Pursuits (2010)

por Sofia;

"Tiro o meu chapéu" a Natalie Portman, que,  com este filme conquistou oficialmente um lugar no meu top de actrizes favoritas. 


Este filme realizado por  Don Roos é um drama puro e duro. Não é lamechas, não faz chorar "baba e ranho", é triste, cruel e real. Aborda relações familiares, amor, traição e culpa.
A personagem principal - Emilia Greenleaf vive atormentada entre o facto de ser/ter sido "a outra", a perda de um filho, a revolta pelo facto de ter problemas com o pai e as tentativas falhadas de tentar conquistar de a simpatia de um enteado (peculiar). É uma personagem fascinante e pela qual me apaixonei.
Destaco ainda Lisa Kudrow, num papel frio e sério - um registo a que estamos pouco habituados, mas que ela consegue interpretar de forma subliminar.

É um "open eyes" e um bom exercício mental para aqueles(as) que estão envolvidos com malta casada ;)

08/06/2011

Gangs of New York (2002)



por Sofia;




Ontem - finalmente - vi o filme Gangs of New York e sim demorei alguns anos...

Infelizmente tenho que confessar que durante três horas nem me lembrei que estava a ver um filme de Martin Scorsese.






Temi o momento em que no meio de tanto amontoado de cores e estranhos diálogos (para não dizer fracos), surgisse uma música e todos começassem a dançar. E como odeio musicais.

O filme é visualmente interessante - as roupas, as caracterizações, alguns cenários. Mas é confuso a nível narrativo, já para não dizer que é a nível histórico "fraco e pouco correcto".

A existência de milhares de nomes de gangs, associados a uma guerra civil, com bordéis, chineses, feiras/circos, emigrantes pretos, emigrantes irlandeses, emigrantes italianos e até um elefante a passear por lá, só serve para confundir o espectador.

Leonardo DiCaprio tem um papel "mais ou menos" - sabemos que consegue melhor. Liam Neeson é sempre um prazer - pena ter sido por pouco tempo. A Cameron Diaz, circula por lá, interpreta uma espécie de ladra/prostituta e como sempre mediocre. Daniel Day-Lewis a alma e coração do filme. É ele, para mim, a salvação do filme.



Aiiiiiiiiiii Martin Martin, esperava mais... muito mais. Tinha tudo e fez tão pouco...

29/05/2011

Unknown (2011)

Sim. Liam Neeson é sempre bom de ver



Assassino? Cientista? Eis a questão.
Um enredo interessante, uma January Jones sempre linda de se ver, mas aqui pouco actriz. Diane Kruger uma personagem de acção que deveria - ela sim - ter sido escolhida como assassina profissional.
O twist do filme... fracote.

Um bom filme para um domingo à tarde.

Last Night (2010)

O meu resumo: Amor. Traição. Sexo. Cumplicidade. Casamento. Provocação. Confiança. Tentação. Amizade. Ilusão. Ausência. Desejo. Culpa.



ADOREI TUDO

E afinal de contas: quem é que no seu perfeito juízo, resistiria a Eva Mendes.

28/05/2011

Water for Elephants (2011)

Nada de inovador é um típico romance a três.
Um destaque para a fotografia de Rodrigo Prieto e os cenários criados por Jim Erickson












Para as meninas: Robert Pattinson - safa-se muito bem e não sei porquê, mas o sorriso do rapaz enche a tela de uma maneira que não consigo explicar. Fica iluminada.

Para os meninos: a "elefanta" Rosie tira o protagonismo a Reese Witherspoon - mas esta anda por la (no circo) a passear de maillot. Mas a Rosie anda nua... Who wins?

SPOILER: se acham que Robert como vampiro levava muita pancada, quero partilhar convosco que, como veterinário também leva umas valentes cargas

23/05/2011

Big Love

No top das coisas que mais gosto em televisão está a série Big Love. Reformulando, “gostei mais”. Porquê o uso do verbo no passado – porque a série terminou depois de 5 fabulosas seasons.


O que me faz gostar desta série.
- é uma crítica ao sistema político e social – por vezes tão pudico, enganador e oco dos EUA.
- somos envolvidos de tal forma no enredo que quase ficamos a pertencer a uma família muito peculiar
- Chlöe Sevigny e Jeanne Tripplehorn com interpretações geniais.
- Bill Paxton sem muito esforço, consegue provar como é/tem sido subaproveitado no “circuito hollywoodesco”.
- a repulsa e ao mesmo tempo o fascínio por uma cultura / religião que tão pouco sabemos e que tantas vezes julgamos somente por aparências.
Sempre que via ou revejo um episódio, sinto uma confortável sensação de que noutra encarnação já fui polígama. Se não fui… deixo a promessa - vou ser.