17/12/2012

Girls Season 2 - sinopses



A HBO divulgou as 3 sinopses dos episódios de Janeiro e indica as datas de exibição nos Estados Unidos.

Episódio 2x01 – “It’s About Time” (13 de Janeiro) : Hannah organiza uma festa para inaugurar o novo apartamento que divide com Elijah. No entanto, é difícil seguir em frente, pois continua a ser uma espécie de enfermeira para Adam. Enquanto isso, Marnie recebe más notícias no trabalho e precisa lidar com a visita da sua mãe. Já Shoshanna evita Ray numa festa, ao mesmo tempo em que Jessa regressa da lua de mel.

Episódio 2x02 – “I Get Ideas” (20 de Janeiro : Adam está com o coração partido, e vai tentar reconquistar Hannah com música. Ao mesmo tempo, a escritora precisa lidar com as críticas de Sandy. Enquanto isso, Elijah questiona a sua própria sexualidade e Marnie precisa seguir um rumo quando vê a sua carreira de sonho ir por água abaixo. Para completar, Shoshanna e Ray fazem mágica, enquanto Elijah e Marnie escondem um segredo.

Episódio 2x03 – “Bad Friend” (27 de janeiro): Hannah recebe uma tarefa de escrita que vai além da sua zona de conforto. Mais tarde, torna-se amiga de um viciado e e vai a uma festa com Elijah, que revela um segredo explosivo. Enquanto isso, Marnie encontra-se com o artista Booth Jonathan.


Os rapazes em PRADA

A famosa, distinta e respeitada marca de moda PRADA juntou na sua campanha para a colecção de 2013 quatro actores: Dane DeHaan, Benicio del Toro, Harvey Keitel e Aaron Taylor-Johnson. A fotografia ficou a cargo de David Sims e o resultado é este:







16/12/2012

The Master (2012)



[spoiler]




Ladies and gentlemen - loucura, religião/seita/crença e ciência. É esta a receita simples de The Master e é esta a receita para que dois GRANDES actores e um GRANDE realizador sejam brindados com esperadas e merecidas nomeações para Óscars 2013. 

"Quem vive sem loucura não é tão sábio como pensa."
 La Rochefoucauld , François

"Quando muitos homens estão juntos, é preciso separá-los pelos ritos, senão matam-se uns aos outros."
Sartre , Jean-Paul

"A ciência fez de nós deuses antes mesmo de merecermos ser homens."
Rostand , Jean

Diz a sinopse do filme - encontrada algures no google - que o The Master é um drama de época 
sobre a fundação d' A Causa, uma organização "religiosa" criada por Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman) nos anos 50. A personagem central é Freddie Quell (Joaquin Phoenix), um homem alcoólico e com problemas mentais que se torna uma espécie de aprendiz/cobaia de Dodd.
Era simples se fosse assim tão simples. 

Paul Thomas Anderson, o homem a quem devo uma eterna e infinita vénia por Boogie Nights There Will Be Blood entrou no top dos realizadores mais hábeis e inteligentes de Hollywood ao escolher para fazer de louco, um dos loucos mais talentosos a fazer de louco... Sim, Joaquim Phoenix volta a ser perturbado e eu não me canso deste registo. No seu curriculum já foi: Max CaliforniaCommodusLeonard Kraditor e agora Freddie Quell




O filme situa-se cronologicamente no fim da Segunda Guerra Mundial - 1950, numa América que tenta recuperar de um período conturbado e que está sensível no que a valores e fé diz respeito. 
Desde o momento em que foi exibido em Veneza, The Master tem incomodado alguns. É que a personagem Lancaster Dodd é inspirada no carismatico L. Ron Hubbard, o fundador da espécie de seita religiosa tão publicitada por Tom Cruise - a Cientologia. Anderson já admitiu publicamente que os primórdios da Cientologia foram uma fonte de inspiração, tal como a menção no filme à dianética ("o que a alma está a fazer ao corpo") que é um ponto em comum entre o filme e a crença contemporânea. 

No filme, Lancaster acolhe na sua família e Causa, o veterano de guerra Freddie Quell. Lancaster é um homem da ciência, Quell é um selvagem, doente mental e alcoólico. Dodd promete tratá-lo e curar a sua mente e o seu corpo. 




A relação que se cria entre Quell e Dodd é de extremos, oscila entre momentos duros e crus. Entre aqueles em que Quell é nada mais do que uma cobaia da Causa e aqueles em que quase assistimos a uma história de amor entre os dois personagens. A intensidade das cenas em que estes dois actores interagem são quase hipnóticos  sobretudo aquelas em que acontecem os exercícios repetitivos de "inquéritos mentais". 
Em certos momentos a dualidade mental das personalidades e dos seus estados de espírito invertem-se. Dodd transforma-se para pior sempre que o seu "movimento" é questionado e Quell é sensível quando está rodeado de quem gosta. 
Hoffman numa entrevista que deu, explicou esta dualidade de carácter de forma bastante clara. Disse :"Eles vieram de lugares diferentes, mas penso que tiveram a mesma origem. Ambos são animais selvagens. Um deles simplesmente domesticou-se e tenta ensinar outras pessoas a fazê-lo (...) mas, no fim das contas, ele quer ser selvagem como o Freddie".
Entre estas duas poderosas personagens temos uma encantadora Peggy Dodd (interpretada por Amy Adams) uma fervorosa defensora da Causa e na palavra do marido, que nunca acredita na domesticação de Quell, mas que também não perde a oportunidade de o usar como cobaia. 
No fim do filme, A Causa está no seu auge e este sucesso é incompatível com a loucura incontrolável de Quell. E assim, este é afastado, deixando-nos um vazio interrogativo sobre o seu futuro, sendo que o continuamos a ver louco, alcoolizado e aparentemente feliz. 

Além dos diálogos intensos entre personagens, dos cenários, da fotografia, da reconstituição histórica (expressa através de detalhes minuciosos de cenários e roupas, por exemplo) e da incrível banda sonora de Jonny Greenwood, uma das coisas mais impressionantes no filme é a transformação física de Phoenix. Entre a loucura e alcoolismo de Quell, a forma como ele posiciona o corpo, os seus gestos, forma de andar e estar,a sua magreza, os ossos proeminentes das suas costas e a aparência de doente é absolutamente incrível. Só alguém com muito talento se pode entregar assim a uma personagem. 
É um filme de interpretações. Imperdível para todos aqueles que gostam da intensidade de bons diálogos. 



Freddie Quell: I don't know what I told you but if you have work for me to do I can do it. 
Lancaster Dodd: You seem so familiar to me
Freddie Quell: Yeah. What do you do? 
Lancaster Dodd: I do many, many things. I am a writer, a doctor, a nuclear physicist, a theoretical philosopher, but, above all, I am a man. A hopelessly inquisitive man, just like you. 


Marie Antoinette + Christian Louboutin e Jean-Françoise Lesage

No ano de 2009, o famoso designer de sapatos e o mestre do bordado de Alta-Costura uniram forças para criar uma colecção de sapatos inspirados em Marie Antoinette. Criaram 36 pares de sapatos inspirados na Antoinette que Sofia Coppola mostrou no seu filme de 2006 - a rainha bonita e rica e admiradora de luxo e excentricidade. 
Cada par desta edição limitada custava 6000/7000 euros e eram devidamente acompanhados por uma caixa especial e um livro que abordava o processo de criação dos sapatos. 











ADORAVA ter um par destas preciosidades. 


Anna Karenina (2012)

texto original em Cine31




[spoiler]

O que era da literatura mundial sem a contribuição dos autores russos? Não sei, mas seria certamente muito mais pobre. Poucos são aqueles que conseguem descrever a guerra, a pobreza, o amor, a religião e a morte como os russos. 
Anna Karenina - o famoso romance escrito por Tolstoi já foi representado em Teatro, no Ballet, em Ópera e é claro em Cinema. Será sempre uma história eterna e as adaptações serão sempre apetecíveis às mentes mais criativas. 
A crítica não tem sido muito simpática para Joe Wright e Tom Stoppard no que à adaptação da obra literária diz respeito.

This multilayered movie is not your average Tolstoy adaptation.
Rafer Guzman
Newsday


The theatrical artificiality constantly upstages the Tolstoy tragedy, which turns this production into an endlessly annoying experimental film.
Phil Hall
Film Threat


The film thrusts Wright into the role of puppeteer and tries to turn Anna into some sort of contemporary feminist heroine.
Todd Jorgenson
Cinemalogue.com

Who's for 130 minutes of alienation?...We're able to intellectualize why we should care (those social strictures are crushing hearts!), but we're too distracted to be moved.
Peter Canavese
Groucho Reviews



Discordo. 
Em Anna Karenina de Wright encontramos os temas centrais - aqueles que Tolstoi escreveu: o ciúme, a fé (ortodoxa / cristã), a fidelidade, a família, o casamento, a sociedade, a política, o progresso, o desejo, o campo, a cidade e a paixão. Sim, elementos totalmente estilizados e adaptados ao século XXI - mas presentes. Tal como o realizador, não devemos ser alheios a duas palavras que tanto caracterizam a actualidade – a adaptabilidade e o evolucionismo.
É claro que aqueles que pouco conhecem a história do Império Russo dificilmente percebem Anna Karenina - o livro ou o filme. Felizmente para nós, Wright percebeu e capturou bem a realidade dentro da realidade. Falamos da Rússia de 1800, falamos de um Império (e não de um reino) com cerca de 22,400,000 km2 – e e que se estendia da Europa do Leste, à Ásia e América do Norte: (obrigado Wikipédia).
Um império caracterizado pela famosa rigidez educacional e social russa, mergulhada em cenários de ostentação, de luxo, de arte, de música, de literatura, de dança. De valores intrínsecos àquilo que - ainda hoje - caracteriza o que é ser russo.

O filme é um teatro dentro do teatro, um bailado dentro de um bailado, uma ópera dentro de uma ópera – sim, literalmente. A maioria das cenas ocorrem num teatro e nos bastidores deste. Não há tempo perdido com mudanças de planos ou cenários. As cenas seguem-se a uma rapidez estrondosa, sem que se perca tempo ou ritmo. Tudo isto envolto com a música certa, os sons certos, cenários românticos, pinturas de parede e ornamentações de um barroco absolutamente gritante. A gastronomia, as vestes, as bijuterias, tudo é mostrado num desfile de bom gosto – que demora a ser assimilado pelo espectador, mas que provoca uns primeiros 15 minutos de puro orgasmo visual àqueles que têm a mente aberta à arte.
É este exagero do visual que provoca uma ausência de meios termos neste filme que junta Keira Knightley e Joe Wright uma terceira vez, numa terceira adaptação literária e numa terceira abordagem histórica. Acredito piamente que este é um daqueles filmes que ou entra no patamar do amor ou no do ódio. Não permite meios termos.



Tom Stoppard usa sabiamente a história de amor escrita por Tolstoi. Depois da cortina levantada, chegamos à Rússia do século XIX. Mergulhamos nos meandros da alta sociedade e aristocracia russa. 
Conhecemos a família Oblonsky. A senhora Dolly Oblonsky descobre que o marido tem uma amante - a ama dos filhos. Anna Karenina (irmã do Sr. Oblonsky e mulher do ministro Karenin) viaja até Moscovo para tentar que o irmão e a cunhada se reconciliem, fazendo com que Dolly desista de um divórcio.
E assim de mão beijada, somos "bombardeados" - com o progresso (implícito na viagem de comboio e na "empresa regida a velocidade de relógio" de Oblonsky e com os valores implícitos ao termo família.
E é no comboio que Anna conhece o Conde Alexis Vronsky. A empatia entre ambos é imediata e é reforçada quando Vronsky ajuda monetariamente a família de um guarda ferroviário que sofre um acidente mortal na estação de comboios.

Aparece no enredo - associado à família Oblonsky - um amigo, Constantine Levin. Levin que é um proprietário rural, desajeitado, dono de um coração grande e generoso. Abdica de um cargo no governo local - por não aceitar, nem perceber as questões burocráticas e de forma a poder dedicar-se de corpo e alma à agricultura e às suas propriedades (é uma figura central no livro e de forma discreta também o é no filme - sobretudo pelos valores que transmite e pela ponte entre a personagem e o próprio Tolstoi). Procura o amor da cunhada de Oblonsky, Kitty Shcherbatskaya que era por sua vez enamorada por Alexis Vronsky, rejeitando assim, as investidas sinceras de Levin.
Num ostentoso baile, Kitty e os restantes presentes reparam que o Conde está distraído e desatento - a causa - Anna Karenina. Os dois não resistem ao contacto físico e dançam uma valsa apaixonada e pública. No livro Kitty Shcherbatskaya tem um destaque maior do que o filme lhe dá. No livro a desilusão amorosa, provoca-lhe doenças físicas e mentais, mas no filme isso é ocultado.

Anna volta a São Petersburgo. E o Conde Vronsky também - argumentando que a distância entre ambos é impossível. A cidade torna-se pequena para os dois. Passam a cruzar-se em bailes, óperas, festas. A relação torna-se física e a incapacidade de manterem distância um do outro, faz com que a relação se torne pública e badalada entre a alta sociedade. Karenin, o marido de Anna é um homem de carreira, preocupado com aparências, e depois de ouvir os rumores, confronta Anna - que nada desmente. São Petersburgo assiste de plateia ao desenlace do romance entre os amantes e ao escândalo que ele acarreta. Depois de vários e rápidos acontecimentos, do amor entre ambos surge uma gravidez que Anna não esconde do marido.
Karenin desiludido, mas conformado com tudo, tenta proporcionar a Anna um regresso ao ambiente familiar e às aparências. Mas Karenina não resiste ao amor que sente pelo Conde. No entanto, a decadência, a loucura, a dependência da morfina, afasta Anna de Vronsky, dos filhos, do marido e dos meandros abastados que a alta sociedade lhe oferecia. A humilhação, a repulsa e o encantamento de Alexis Vronsky por uma jovem bonita de alta posição, faz com que Anna ponha fim à sua própria vida.
Constantine Levin volta a declarar-se a Kitty e esta aceita-o... num dos momentos mais sensíveis e reveladores do filme, sobretudo pela humanidade que caracteriza os momentos que o casal vai partilhar no enredo.



O filme não é tão intenso como o livro - dificilmente o seria. Tolstoi é Tolstoi e é para ser lido, não visto. A adaptação fiel não é claramente a intenção de Joe Wright. Mas o filme consegue expor os personagens, os seus dilemas passados e as suas angustias futuras. Os padrões e valores de Tolstoi estão presentes - a família, o casamento, o compromisso. A ideia de que as uniões baseadas em sexo são falíveis e insuficientes. 
Keira Knightley é deslumbrante. Bonita de uma forma simples, vestida e ornamentada de forma quase mágica - Jacqueline Durran merece ser reconhecida pelo seu trabalho no guarda-roupa do filme. A luz e as sombras com que Knightley é filmada tornam-na digna de estatuto de musa pintada num quadro dos mestres. A fotografia é arrematadora. Os sons, a música, os cenários são pensados ao mais ínfimo detalhe. 
Jude Law com uma sólida interpretação - um bom russo. E depois de Savages, a confirmação de que ainda vamos ouvir falar muito de Aaron Taylor-Johnson

Tal como no livro, Karenina é a figura central, mas Levin é o herói. Ela é o simbolo da urbanidade, do modernismo e da luxuria, ele o fruto da Rússia pura - símbolo de esforço, trabalho e de recompensa digna. Um depende da propriedade, o outro da sociedade. Ambos procuram o amor, mas divergem na forma de o alcançar. 
Seja em livro ou em filme, Anna Karenina é um clássico universal e intemporal.


09/12/2012

Banshee - uma nova série Cinemax



Dos criadores de True Blood chega uma nova série denominada Banshee.
À frente do elenco está Antony Starr que será Lucas Hood, um ladrão e ex-presidiário, que assume a identidade do xerife de Banshee, Pensilvânia, onde vai continuar as suas actividades pouco legais e vai ser perseguido por bandidos que traiu anos antes. 





"Small Town.  Big Secrets."  
Parece-nos bem!