12/08/2013

Cannes 2013 | Fotografias de Fabrice Dall'Anese

O fotógrafo Fabrice Dall'Anese registou - através da lente da sua câmara fotográfica - algumas das "estrelas maiores" do Festival deste ano. As fotografias são um exclusivo da Vanity Fair.

ROONEY MARA E CASEY AFFLECK
NICOLE KIDMAN
EVA LONGORIA
CLIVE OWEN
ZOE SALDANA
WILL FORTE
FREIDA PINTO
MICHAEL B. JORDAN
LEA SEYDOUX
BERENICE BEJO
CHRISTOPH WALTZ
UMA THURMAN
BENICIO DEL TORO
JEREMY IRVINE
JUNO TEMPLE
FRANCOIS OZON
DAN AYKROYD
MARION COTILLARD
KRISTIN SCOTT THOMAS
DANNY HUSTON
OSCAR ISAAC
NICOLAS WINDING REFN

Jennifer Lawrence por Mario Testino | Vogue. Setembro 2013

04/08/2013

Opinião | The Bling Ring | Sofia Copolla. 2013

Título em Portugal: Bling Ring: O Gangue de Hollywood
Data de estreia: 08.08.2013







Sofia Copolla escreveu o argumento em conjunto com a autora do artigo de 2010, denominado The Suspects Wore Louboutins (in Vanity FairNancy Jo Sales
Baseado na história verídica de um grupo de adolescentes mimados, com demasiado tempo livre e obcecados com roupas e acessórios de marcas, que aproveitaram a ingenuidade de algumas celebridades de Hollywood Hills, para assaltarem as suas casas. Através das redes sociais, sites e blogs cor-de-rosa, controlavam os horários e as viagens das celebridades. Depois bastava descobrir as suas moradas e o self-service iniciava-se.
Não existiam arrombamentos ou estragos, as portas dos famosos estavam abertas e os alvos eram simplesmente os armários de roupas e sapatos e os guarda-jóias. No rol das celebridades afectadas estão nomes como Paris Hilton, Lindsay Lohan, Megan Fox, Rachel Bilson, Audrina Patridge, Orlando Bloom e Miranda Kerr.
Os diálogos do filme são ocos, frios e desprovidos de emoção, tal como eram os actos daqueles que praticavam os roubos. Mas os mesmos diálogos e actos também apontam o dedo à sociedade oca em que estes ocorreram. Diálogos superficiais envoltos numa banda sonora muito competente criada por Daniel Lopatin Brian Reitzell, o filme é um desfile de luxos, que vão de casas fabulosas, a carros de luxo, sapatos de milhares de dólares, peças de joalharia únicas e malas de todas as cores e feitios. 

A futilidade do filme é propositada, facto mais que provado quando assistimos à entrevista de Nicki (Emma Watson) e da sua mãe Laurie (Leslie Mann) à Vanity Fair. 
Os adolescentes eram destemidos  e desprovidos de medo. Mostravam publicamente - nas mesmas redes sociais em que traçavam a vida diária dos seus alvos - tudo aquilo que roubavam e contavam aos amigos, onde tinham estado. Partilhavam festas e espaços com aqueles que assaltavam. Luxo atrai luxo. Aparências atraem falsas aparências. 
O mais curioso é que, estes ladrões ficaram igualmente famosos. 




Quando alguém que cresceu entre a elite de Hollywood arrisca retratar uma história real sobre luxos e roubos de uma "nova elite emergente" na cidade, não deixa de ser curioso e arriscado.
Tal como os tempos, também a cidade e a "fábrica sucesso" mudaram. Os actores de carreiras sólidas e trabalho visível, são subsistidos por estrelas de reality shows, modelos, filhos de actores e de empresários de sucesso. Surgem caras bonitas que servem de manequins andantes para circularem com marcas de grandes casas da moda. É certo que Hollywood sempre foi intima da moda, mas aquilo que era o glamour de uma Audrey Hepburn ou Grace Kelly (entre tantas outras) é agora uma banalidade digna de desfiles de vaidades.  

Sofia Coppola conhece muito bem este mundo. Ela faz parte da realeza de Hollywood. Mas, conhece igualmente bem a moda e todos os detalhes a ela associados. Sofia trabalhou durante dois anos com Karl Lagerfeld em Paris, praticando a arte da fotografia, arte esta que continua a fazer grande parte da sua carreira e tem periodicamente trabalhos feitos para a Vogue, Interview e Allure. 
Expôs a suas fotografias em conceituadas galerias e criou uma linha de roupas, denominada Milk Fed - vendida única e exclusivamente no Japão. 
No ano de 2002 foi a musa inspiradora de Marc Jacoks, que criou um perfume em sua homenagem e para a campanha do mesmo, Coppola foi fotografada por Juergen Teller.

A carreira de Sofia no cinema, só pode ser entendida de forma completa e correcta, se todos estes elementos estéticos da sua profissão e personalidade, forem conhecidos e percebidos. A realizadora aproveitou bem a história surreal e verídica deste roubos para mostrar - por vezes num tom de ironia - que o público de hoje venera personalidades ocas, que posam para revistas e fotógrafos, com marcas da cabeça aos pés, e que (com algumas excepções) as suas carreia são só isso, e pouco mais.
E para completar todo o marketing ao filme, e num acto de pura inteligência estética, Sofia Coppola fotografou Paris Hilton, na sua mansão de Beverly Hills para a revista ELLE.







“I just think we wanted to be part of the, like, the lifestyle,

the lifestyle that everybody kind of wants.”



Nota:


02/08/2013

Opinião | After Earth | M. Night Shyamalan. 2013

Título em Portugal: Depois da Terra
Data de estreia: 11.07.2013 





After Earth foi realizado co-escrito por M. Night Shyamalan, a partir de um argumento escrito por Will Smith.
Depois de um cataclisma, o Planeta Terra tornou-se hostil e inabitável. Os humanos sobreviventes, foram obrigados a abandonar a Terra e passaram a habitar um Planeta denominado Nova Prime. Will Smith é Cypher Raige, um general que depois de uma longa missão, regressa a casa e encontra o filho Kitai Raige (Jaden Smith) um adolescente problemático e confuso com a ausência do pai e com a morte da sua irmã, anos antes.
O regresso a casa é de curta duração, pois o general recebe nova missão. Raige arrisca e resolve levar o filho. A nave onde viajam é apanhada por uma chuva de asteróides e a única hipótese de sobrevivência passa pela aterragem forçada no inabitável Planeta Terra.
À conturbada queda, só sobrevive Cypher, Kitai Raige e um monstro devorador de humanos que estava aprisionado na nave.
Cypher está bastante ferido e a única forma de conseguir sobreviver é tentar conseguir a comunicação com o seu Planeta. Só que para isso, Kitai terá que percorrer um longo caminho – até à cauda da nave – e resgatar o equipamento necessário. Nesse caminho terá dificuldades em respirar, em sobreviver às temperaturas e sobretudo, e passar despercebido ao monstro que está em fuga.
Para Kitai, esta “aventura” será uma jornada que o unirá ao pai e que fará com que vença os seus maiores medos.






After Earth não é tão mau como alguma crítica apontou, mas também não é um estrondo, ou melhor dizendo, uma “obra de autor” como outros querem - por força - vender a ideia.
O filme de Shyamalan é uma metáfora sobre questões ambientais, sobre crescimento e rituais de passagem, sobre a superação de medos, sobre o reconhecimento paternal, sentimentos de culpa. No entanto, tudo isto podia funcionar bem melhor, se a personagem de Kitai Raige tivesse sido entregue a outro actor que não o inexpressivo filho de Will Smith. É inegável que a química entre pai e filho funciona quando estão juntos, mas se tivermos em conta que na maior parte do filme, é a jornada do jovem que centra as atenções do público, essa química desaparece e vemos constantemente e em primeiro plano, Jaden a fazer beicinho.
A expressão e aspecto físico de Jaden não o dotam de capacidades ou aparência de líder e como tal, o filme falha nesse sentido. Will Smith não está mal, mas tendo em conta que passa grande parte do filme em agonia, também não se pode dizer que está bem. Tem um carisma que lhe é nato, e isso dota a personagem de algum interesse, sobretudo quando comparado com o filho.
O realizador conta uma história interessante, usa efeitos especiais bem feitos, recorre a símbolos e significados, metáforas e alegorias. É agradável, equilibrado e muito, mas muito melhor que The Happening. Uma coisa acho louvável na atitude e profissionalismo de Shyamalan – não desiste, apesar da crítica e opinião pública ser, tantas vezes voraz e até cruel para com o seu trabalho.




“Fear is not real. The only place that fear can exist is in our thoughts of the future. It is a product of our imagination, causing us to fear things that do not at present and may not ever exist. That is near insanity. Do not misunderstand me, danger is very real, but fear is a choice.” 
                                                                            Cypher Raige


Nota:


01/08/2013

Kate Bosworth por Cedric Buchet | Instyle UK. Setembro 2013



Opinião | Pacific Rim | Guillermo del Toro. 2013

Título em Português: Batalha do Pacífico
Data de estreia: 18.07.2013




A sinopse oficial é a mais fácil de usar para quem não domina os termos técnicos ou a mitologia em torno de filmes deste género – que é o meu caso: 

"Quando legiões de criaturas monstruosas, conhecidas como Kaiju, começaram a emergir do mar, uma guerra que tomaria milhões de vidas e consumiria os recursos da Terra teve início. Para combater os gigantes Kaiju, um tipo especial de arma foi criado: robôs enormes, chamados Jaegers, controlados simultaneamente por dois pilotos cujas mentes são ligadas por uma ponte neural.

Porém, os Jaegers tornam-se vulneráveis diante dos temíveis Kaiju. A derrota é iminente, e as forças de defesa do planeta não têm outra escolha senão colocar dois improváveis heróis - um ex-piloto: Raleigh Becket (Charlie Hunnam) e uma cadete sem experiência Mako Mori (Rinko Kikuchi) - para pilotar um Jaeger lendário no passado mas hoje aparentemente obsoleto. Juntos, eles são a última esperança da humanidade contra o Apocalipse."




Pois bem, nunca pensei dizer isto mas, gostei. Tal como não gostava de sushi e agora adoro. E com esta declaração, espero que os deuses me protejam, pois quiçá, um dia ainda posso vir a dizer bem de Michael Bay. Já estou por tudo. 

Adorei a experiência IMAX apesar de considerar o valor (10 euros) absolutamente exagerado, sobretudo pelo facto de ter que se usar uns óculos que quando postos, parecem pregos espetados na parte de trás da nuca. O som da sala é incrível, mas não aconselhável a quem sofra de enxaquecas. 



A introdução do filme, com narração de Charlie Hunnam é um momento que ocupa algum tempo, mas onde de percebe a adoração e dedicação de Guillermo del Toro neste projecto. É um projecto pessoal e com muita investigação, sobretudo na criação e desenvolvimento dos Kaiju.

O elenco é constituído por malta da pesada, alguns vindos do mundo da televisão, com papeis de "vilões". Idris Elba competente como sempre, Charlie Hunnam uma agradável surpresa como protagonista e Charlie Day em parceria com Burn Gorman são os cientistas com sentido de humor. E depois há Ron Perlman, que nos “10 minutos” que está no ecrã rouba as atenções por inteiro - no melhor dos sentidos. Um destaque (positivo) para a banda sonora de Ramin Djawadi

As cenas de batalha entre robôs e "bestas" poderá cansar alguns espectadores, mas segundo li, parece que Del Toro foi fiel às representações japonesas e ao folclore envolvente. Por muitos defeitos e falhas que tenha, por muitos zeros da crítica profissional e êxtase dos fãs do género, uma coisa é certa, Pacific Rim é um blockbuster feito com amor.



Nota:


31/07/2013

Lone Survivor | Trailer



Baseado em factos verídicos ocorridos a 28 de Junho de 2005 aquando a missão "Operation Red Wings" em que quatro membros da força especial SEAL tinham como objectivo capturar ou matar o líder talibã Ahmad Shahd. Mas, só um dos quatro militares sobrevive.
Realizado por Peter Berg, tem no elenco: Mark Wahlberg, Ben Foster, Eric BanaTaylor KitschAlexander LudwigEmile Hirsch, entre outros. 

A estreia nos EUA está prevista para 27 de Dezembro de 2013





Chloe Moretz por Patrick Demarchelier | Glamour. Setembro 2013