21/08/2013

Opinião | jOBS | Joshua Michael Stern. 2013

Título em Portugal: Jobs
Data de estreia: 22.08.2013






2001, no auditório das instalações da Apple. Steve Jobs (Ashton Kutcherapresenta a uma plateia constituída por funcionários - que o recebem em pé e com aplausos - o iPod, aquilo que denomina como sendo uma "ferramenta para o coração".
Assim, o mito do homem visionário invade a grande tela, com o seu estilo próprio, chavões no discurso, e proximidade aos funcionários. Mas, será assim tudo isto tão linear? Não. Aquela que é uma característica nata nos génios e líderes - o carisma, em Jobs alcança quase o patamar do romance ficcional.

Recuando no tempo, o filme volta a 1974 - ao Reed College. Jobs circula descalço e livre pelo campus. Assiste às aulas que quer, quando quer.  Entre LSD e o livro de Ram Das "Be here now" Steve e o seu amigo Daniel Kottke (Lukas Haas) resolvem partir numa viagem espiritual a Índia. Na viagem, o americano apreende os gestos, os cheiros e as cores de uma civilização que o fascina. 
Passamos a 1976. Steve trabalha para a Atari. Revoltado, pouco interessado, incapacitado de ser funcionário e sobretudo em ser parceiro ou colega, leva o chefe ao limite da paciência e em desespero o chefe, faz-lhe um ultimato que resulta no inicio da parceria de Jobs com Steve Wozniak (Josh Gad). Impressionado com aquilo que Woz faz com processadores, convence o amigo a discursar perante uma plateia - de forma a "vender" o produto, a criarem uma empresa e a produzirem em série. 

A garagem do pai de Jobs vai ser o palco onde nasce a primeira fornada Apple e à constituição da Apple Computers INC.  A primeira encomenda é feita por um lojista local, comerciante de peças para aquilo que na altura se denominavam "computadores". 
Para ajudar na montagem dos Apple, Steve recruta uma equipa entre os seus amigos e vizinhos. Mas, à medida que Jobs percebe que aquilo que estão a fazer na garagem do pai, tem um potencial inesgotável e que a sua batalha pelo desenvolvimento do que denomina computador pessoal, transforma-o numa pessoa ainda distante e estranha. No contexto de completa euforia, Jobs é confrontado com a gravidez da sua namorada Chris-Ann Brennan (Ahna O'Reilly). O futuro CEO de uma das empresas mais bem-sucedidas do mundo, recusa aceitar a gravidez, maltrata a namorada e diz que não pode ser o pai da criança. Enquanto que a vida pessoal de Jobs é inexistente e disfuncional, o mundo dos seus negócios continua em crescente.



À porta da garagem dos “escritórios Apple” surge um investidor - Mike Markkula (Dermot Mulroney). Este investimento é determinante para Jobs. Permite a presença na West Coast Computer Faire em 1977 e a criação do Apple II. Lisa Brennan-Jobs - a filha de Chris-Ann e de Jobs nasce, mas este continua a negar que a bebé é sua filha. 
A ascensão da Apple acontece num ápice e a empresa consegue valores positivos na Bolsa de Nova Iorque. Jobs provoca constantemente a concorrência, sobretudo a IBM, bem como os gestores da Apple. 
Em momentos que oscilam entre uma espécie de autismo, com esquizofrenia e atitudes de fraca gestão e sobretudo de ausência de respeito para com aqueles que fizeram com que se tornasse uma referência no mundo da tecnologia, Jobs exige que a Apple recrute John Sculley (Matthew Modine), um homem experiente e habitado a vender um dos produtos mais conhecidos do mundo – a Pepsi. Steve acreditava que era na contratação deste executivo que estava o sucesso do computador que estava a desenvolver – o Lisa

Mas, o preço que Steve considerava certo para Lisa, era segundo os executivos incomportável, pois as peças que usaram na construção do equipamento eram os melhores e os mais caros, facto este que encarecia o equipamento. O “mentor” do Lisa não concordou e o seu comportamento errático piora, levando ao seu afastamento do projecto e à subida de John Sculley como CEO da empresa. 
Steve é colocado a trabalhar numa equipa menor. A equipa que trabalha no desenvolvimento do Macintosh. Como sempre, o diferente Jobs é incapaz de ter um chefe e não resiste à tentação de moldar o projecto e a equipa à sua medida. Mais uma vez, o seu comportamento não se adequa à politica organizativa da empresa e é convidado a sair.

A cronologia do filme salta para 1996. Jobs está casado com Laurene Powell (Abby Brammell), reconheceu Lisa (Annika Bertea) como filha e tem um filho - Reed (Paul Baretto). Está à frente da empresa de software NEXT. Gil Amelio (Kevin Dunn) - o então CEO da Apple, convida-o a regressar à empresa como consultor, mas depressa Jobs toma as rédeas na totalidade e afasta um a um, todos aqueles que contribuíram para o seu afastamento da empresa, 11 anos antes. 
O filme termina com Jobs fascinado com o trabalho de Jonathan Ive (Giles Matthey), a decisão de reinventar a marca e com a gravação do seu famoso discurso para a Think Different no ano de 1997




A adaptação cinematográfica de uma biografia nunca é fácil. Existem pessoas reais por detrás da História, datas, locais, engrenagens, falta ou excesso de documentação e fontes. Neste caso, a proximidade da data à morte e vida de Steve Jobs, não dota o filme daquele sentimento de longevidade que às vezes as biografias necessitam para serem mais credíveis ou interessantes. Todos temos em mente alguma característica ou história sobre Jobs. Todos lemos nalgum artigo ou livro algo sobre a personagem central do filme, todos conhecemos a marca e os seus produtos.

Este Jobs de Joshua Michael Stern é muito insuficiente na demanda de contar a história de alguém que é um ícone contemporâneo. O filme mostra o lado negro de Jobs, mas não o explica nem aprofunda. Tudo fica no ar, por medo de ferir susceptibilidades ou simplesmente como forma de evitar processos judiciais. 
É que Stern quando resolveu investir neste projecto, sabia certamente que Jobs não era uma pessoa fácil de retratar, sobretudo pelo lado mais negro da sua personalidade e por muitas atitudes negativas que teve para com os seus amigos e colaboradores. O filme lança estes desaires, mas depressa procura justificá-los como sendo "desígnios" de um génio. O realizador resolveu quase santificar o carismático líder da Apple, ignorando e não aprofundando momentos determinantes da biografia, colocando-o como um "louco", arrogante e provocador, mas visionário e por isso, podia dizer e fazer tudo. 

Steve Jobs foi, é e será um marco indiscutível na História da tecnologia e inovação contemporânea. Lucrou muito, teve muita fama, foi visionário, líder, mas alicerçou toda a estrutura da sua empresa nos conhecimentos e valências de outros - alguns dos quais, seus amigos. 
O filme é ausente de profundidade e recheado de momentos que tocam a banalidade e futilidade. O realizador preferiu perder tempo a mostrar Jobs a ter uma trip de LSD, ao invés de explorar a pouca higiene, a estranha forma de se alimentar, os problemas motores e o facto de ser adoptado. 






A necessidade de cronometrar exaustivamente a linha temporal do argumento, também é uma menos valia. O filme perde tempo em coisas sem importância e ignora a viagem à Índia e os 11 anos de ausência da Apple - por exemplo. O foco do filme não é a vida pessoal de Jobs, mas sim, o seu percurso empresarial - que mesmo assim é mal explorado. É que neste tipo de biografia, a vida pessoal e a vida profissional, só fazem sentido, quando juntas. 
No mau da biografia, existe uma surpresa - Ashton Kutcher. O eterno jovem das partidas aos famosos encarna relativamente bem o famoso empresário, apesar de nalguns momentos, sobretudo aqueles que precisavam de mais seriedade, nota-se que se esforçou para manter o figurino. Kutcher consegue centrar as atenções do filme que - dadas as circunstancias propositadas - tem pouco espaço para as personagens secundárias e sobretudo para as personagens femininas, que são renegadas a míseros segundos. Um pequeno destaque para Dermot Mulroney, que está bem como Mike Markkula. O guarda-roupa e banda-sonora fazem jus aos tempos mais centrais do filme - anos 70/80. 

Jobs é um tributo pouco satisfatório a Steve Jobs. Não ousou e não explicou porque é que alguém não pode, nem deve ser considerado um génio, só porque - em cima da lareira da sua mansão - tem um "retrato" de Einstein. 




Nota: 

20/08/2013

Noah | Novas imagens





O realizador Darren Aronofsky lançou-se em "águas bíblicas" e vai trazer aos cinemas, a sua recriação da história de Noé. 

Russell Crowe, Jennifer Connelly, Anthony Hopkins, Logan Lerman e Emma Watson fazem parte do elenco do filme que pretende ser épico. 








Sons of Anarchy. Temporada 6 | Promo



A sexta série de Sons of Anarchy estreia dia 10 de Setembro no FX. Por enquanto, mais uma promo do que por ai vem. 




19/08/2013

Girls. Temporada 3 | Teaser



A HBO gosta que os fãs da série sofram e assim sendo, resolveu compilar num tease, várias fotografias que mostram partes daquilo que vai ser a próxima temporada. 
O canal ainda não anunciou uma data para a estreia oficial, mas será certamente num dia qualquer que se situará algures entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2014.




18/08/2013

Opinião | Prometheus | Ridley Scott. 2012

Título em Portugal: Prometheus
Data de estreia: 07.06.2012 2012





Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green) são um casal de arqueólogos que encontram a mesma "pintura rupestre" em várias cavernas da Terra. Com estas descobertas, os dois investigadores desenvolvem a teoria que a pintura é nada mais nada menos, do que um mapa para a revelação da origem da vida. 
De forma a encontrarem investimento para comprovarem a sua teoria, recorrem ao milionário Peter Weyland (Guy Pearce) que aceita e paga a expedição interplanetária  Desta forma, Elizabeth e Charlie entram na tripulação da nave Prometheus, composta pelo robot David (Michael Fassbender), a responsável Meredith Vickers (Charlize Theron) e o capitão Janek (Idris Elba), entre outros. 
Para efectuarem a viagem exploratória, toda a tripulação, com excepção de David, hibernam num sono criogénico até que a nave chegue ao destino final. A chegada acontece no ano de 2093. 
A tripulação encontra vestígios de uma civilização avançada e encontra de facto, dados sobre a origem da humanidade, mas às respostas que encontram, mais são as perguntas que os atormentam e aquilo que deu origem à vida humana vai revelar-se uma ameaça para a extinção da espécie humana. 









Prometheus, realizado por Ridley Scott e escrito por John Spaihts e Damon Lindelof, foi desenvolvido para ser a prequela de Alien, mas, parece que Scott pretendeu separar as águas entre os filmes, isto, apesar de Prometheus explorar a criação da famosa criatura Space Jockey e do desenvolvimento do seu ADN. 
O roteiro foi inspirado na obra The Chariots Of The Gods? de Erich von Däniken * e em At the Mountains of Madness de H.P Lovecraft - dois conceituados livros de ficção cientifica. Também o titã da mitologia grega - Prometeu foi inspiração. Prometeus roubou o fogo a Zeus e foi severamente punido, mitologia que serve de metáfora à história do filme. 
Mas, esta referencia à mitologia clássica só serve mesmo como metáfora, porque de inspiração, de pouco serviu. Tudo aquilo que os efeitos especiais, fotografia, guarda-roupa conseguem de bom, é destruído pelo argumento. O filme é confuso e sobretudo mal explicado. 
Este é aquele tipo de filme, em que durante a apresentação dos personagens aos espectadores, começamos logo a fazer apostas sobre quais vão ser os primeiros a morrer. A ameaça abstracta que paira ar, passa a real num ápice, sem que se perceba muito bem como. A lógica ficou na gaveta dos argumentistas. 
O filme é povoado por cientistas que não se comportam como cientistas, e que retiram capacetes em território desconhecido sem medo de contaminação e por arqueólogos dotados de um conhecimento médico de excelência. 
São levantadas questões cientificas e ate filosóficas  mas não são explicadas. A cena em que assistimos ao suicídio do  Engenheiro é tão mal explicada que ate irrita. Nunca fui grande aluna a Ciências  mas não percebi esta cena. Se aquele momento é a origem da espécie humana, o ADN viajou de nave espacial até ao Planeta Terra? Ou foi por telepatia? 
Apesar de não ser totalmente mau, sobretudo pela arte envolvida, infantil é a palavra que me ocorre para descrever de forma geral Prometheus. Até o elenco parece reflectir esta característica  Charlize Theron é básica, Guy Pearce pouco aproveitado, Michael Fassbender é um robot extraordinário  mas entregue ao seu próprio talento num argumento pobre, tal como Idris Elba - poderoso e expressivo, mas com pouco texto para brilhar mais. 
Não sei se Ridley Scott viu Prometheus, mas a possibilidade de existir uma sequela, faz-me crer que não. 

Nota:




* Segundo os fãs acérrimos e por vezes - pouco democráticos - do filme em causa, o livro Eram os Deuses Astronautas? não é ficção cientifica, mas sim - segundo o google, um livro de Ufologia. O que para mim, infelizmente, é quase o mesmo. Mea culpa. 

17/08/2013

House of Versace | Elenco

Baseada no livro House of Versace: The Untold Story of Genius, Murder, and Survival, da jornalista Debora Ball do Wall Street Journal, o telefilme é da responsabilidade do canal Lifetime.
O filme acompanhará Donatella, que precisa assumir o "império" depois da morte do irmão, em 1997. O percurso da irmã do estilista não foi fácil, com vícios e a falência a espreitar, mas com a ajuda da restante família, conseguiu superar. 
No elenco estão confirmados Enrico Colantoni e Gina Gershon vão interpretar os irmãos Giannie e Donatella Versace. Também fazem parte do elenco Raquel Welch e Colm Feore. A estreia está prevista para 5 de Outubro (EUA)





The Last of Robin Hood | Primeira imagem

Realizado por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, The Last of Robin Hood  é uma cinebiografia do famoso actor Errol Flynn. No papel principal está Kevin Kline. Dakota Fanning interpretará a actriz Beverly Aadland - a sua namorada menor de idade. O filme focar-se-á nesta relação escandalosa, nas características mulherengas de Errol, mas também na negligencia da mãe de Aadland - Florence, interpretada por Susan Sarandon, que empurrava a filha para o sucesso, a qualquer custo.  



16/08/2013

Oldboy | Novas Imagens



Depois do trailer "Red Band" para o remake de Oldboy, realizado por Spike Lee, chegam novas imagens para o filme que junta no elenco Josh Brolin, Elizabeth Olsen, Sharlto Copley, James Ransone e Samuel L. Jackson