Made to Measure é a nova fragrância (para homem) da Casa Gucci. A marca, decidiu juntar dois talentos de peso para a publicidade ao perfume - o actor James Franco e o realizador Nicolas Winding Refn. O resultado é este:
28/08/2013
27/08/2013
Opinião | Pain & Gain | Michael Bay. 2013
Título em Portugal: Dá & Leva
Data de estreia: 22.08.2013
Michael Bay deixou por momentos os robots e entregou-se de alma e coração à adaptação cinematografia de um dos episódios policiais (verídicos) mais caricatos da história contemporânea dos EUA. Bay baseou-se nos artigos escritos em 1999 por Pete Collins para o Miami New Times, que depois foram compilados pelo próprio num livro com o titulo de Pain & Gain. O filme é uma comédia de humor negro, que o realizador diz ser uma mistura entre Fargo e Pulp Fiction. Concordo, mas acrescento, tem uma mais-valia - o facto de ser baseado numa história verídica - que foi bem adaptada ao cinema por Christopher Markus e Stephen McFeely. A dupla excluiu e alterou algumas personagens e cenas. Segundo li, as maiores liberdades adaptativas ocorrem com a personagem de Dwayne Johnson - Paul Doyle, que na história real tem o nome de Carl Weekes e com a introdução de várias referências à homossexualidade, que sinceramente não acho assim tão relevantes ou chocantes.
Miami, década de 90, Daniel Lugo (Mark Wahlberg) foge de um grande grupo de policias armados e só pára quando é atropelado por um carro da polícia. Não sabemos porquê, mas a história volta atrás no tempo e vamos descobrir o que aconteceu antes.
Lugo é um ex-presidiário que cumpriu pena por fraude. Depois de solto, e praticante de culturismo, resolve entrar no ginásio Sun Gym e vender a ideia ao proprietário John Mese (Rob Corddry) que vai colocar o ginásio no topo, tornando-o um sucesso inigualável. Mese contrata-o e passado algum tempo o ginásio consegue, de facto, alcançar a fama.
No ginásio trabalha - também como personal trainer - Adrian Doorbal (Anthony Mackie). Doorbal é um culturista viciado em esteróides, que lhe dão músculos, mas que o tornam impotente.
O ambicioso Daniel não satisfeito com a sua vida monótona e mergulhado no sonho do self-made man, aspira a riqueza e uma vida regrada. Cobiça o estilo de vida de um dos seus clientes - Victor Kershaw (Tony Shalhoub), que Lugo acha ser um bandido, mas cujo dinheiro, posses e estilo de vida lhe suscitam interesse.
Para piorar os instintos sonhadores de Lugo, este descobre pela televisão um motivador profissional Johnny Wu (Ken Jeong), e influenciado pelo discurso deste, decide deixar de ser passivo e tornar-se um "fazedor", em alguém que faz e que age. O culturista engendra um plano que consiste em três fases:
1. Encontrar alguém com dinheiro;
2. Fazer com que este lhe dê tudo o que tem;
3. Fazer a América orgulhosa e que a vitima nunca descubra quem o roubou.
A vitima eleita é o milionário Victor Kershaw, mas Daniel Lugo sabe que não consegue levar a cabo este plano sozinho e como tal recruta Doorbal e Paul Doyle (Dwayne Johnson), um ex-recluso, também praticante de culturismo, viciado em cocaína que recentemente alcançou a "salvação" através de Jesus Cristo. Doyle mostra-se relutante em aceitar o trabalho, mas depois de problemas com a Fé e de agredir o sacerdote que o acolheu quando saiu da prisão, aceita.
Está assim formado o Gang Gym Sun e a alucinação tem inicio.
Depois de duas tentativas falhadas de rapto, e recorrendo a um taser, conseguem finalmente raptar Kersha. Os três culturistas escondem a vitima num armazém dele próprio, recheado por sex-toys. E segue-se a parte que está incluída no segundo passo do plano - a tortura. Lugo tenta disfarçar a voz, mas não consegue, pois é denunciado pelo cheiro do perfume barato que Kershaw reconhece e identifica. Mas, mesmo depois de descoberto, o plano mantém-se. Lugo e Doorbal continuam as suas vidas regulares e Doyle fica a tomar conta da vitima. Kersham é forçado a fazer chamadas, para disfarçar o seu desaparecimento e assina todos os documentos que Lugo lhe dá. Nesta parte da documentação, o líder do trio consegue que o gerente do ginásio - que por sorte era notário - e que depois de subornado com um bom patrocínio - assina e comprova a transferência de bens e dinheiro da vítima para Lugo.
Com tudo já devidamente roubado, a tripla percebe que não é boa ideia libertar Kershaw, sobretudo porque ele identificou Lugo. Assim, o plano é alterado e é decidido que o melhor é matar a vitima, e com esta decisão, mais alguns momentos de profunda alucinação. Os três amigos embebedam-no e colocam-no num carro em andamento, tentando simular um acidente sobre o efeito de álcool. Mas, como não podia deixar de ser, o plano não corre bem e Victor sobrevive ao acidente. A seguir tentam incendiar o carro, conseguem de facto incendiar, mas não matam Victor. A ultima medida é o atropelamento, que obviamente não resulta, mas os três homens pouco dados à inteligência, acham que Kershaw morreu.
O homem sobrevive e é hospitalizado, mas para seu azar, a História que conta à policia é demasiado surreal e estes não acreditam numa única palavra. A sua elevada taxa de alcoolemia ajuda a policia a considerar que Victor mente e que na verdade só estava bêbedo, não foi roubado e muito menos raptado - tendo em conta que ninguém participou o deu desaparecimento. Desesperado, recorre a um detective privado - Ed Du Bois III (Ed Harris), que está aposentado e que se recusa a assumir o caso, mas avisa Kershaw que o melhor a fazer era sair rapidamente do hospital antes de os três homem o encontrassem.
Entretanto, o Gang Gym Sun vive uma vida desafogada e repleta de luxos. Lugo assume os negócios, a casa e o carro de Kershaw, Doorbal casa-se com a enfermeira Robin (Rebel Wilson) - especialista em pénis sem erecção e compra uma casa. Doyle esquece a Fé de vez e com a namorada Sorina Luminita (Bar Paly) gasta a sua parte do dinheiro em luxos e cocaína.
Lugo e os companheiros depressa descobrem que Kershaw está vivo e vão ao hospital para terminar aquilo que começaram, mas o quarto de Victor está vazio, porque este seguiu à risca o conselho de Du Bois. O detective, por sua vez, ficou tão intrigado com a história que decide investigar.
Entretanto, Doyle já sem dinheiro, resolve assaltar um carro blindado de transporte de dinheiro. O assalto não corre bem e além de não conseguir o dinheiro, perde um dedo do pé, como resultado de um tiro. Depois de uma atarefada fuga, Doyle convence os amigos que o melhor era planearem outro rapto/roubo, porque todo o dinheiro que conseguiram, estava a acabar.
Desta vez o alvo é Frank Griga (Michael Rispoli), o dono de uma empresa de sexo por telefone. O Gang entra em contacto com o empresário e com a desculpa de serem, também eles homens de negócios que pretendem investir no negócio do sexo, marcam uma reunião na casa de Doorbal. Griga aceita e leva consigo a sua mulher - Krisztina Furton (Keili Lefkowitz). Escusado será dizer que tudo corre mal. Lugo insiste em ir para uma sala falar sozinho com Griga. A conversa azeda, a discussão torna-se violenta e acaba com a morte - não propositada de Griga. Krisztina descobre o corpo inerte do marido e entra num ataque de histerismo, mas Doorbal injecta-lhe tranquilizante para cavalos. Lugo e Doyle resolvem que o melhor a fazer é invadir a casa do casal e tentar abrir um cofre. A mulher completamente dopada, cede-lhes o código, mas este não funciona. Durante as tentativas de abertura do cofre, Krisztina desperta e tenta fugir, Doorbal não tem outra solução a não ser a de voltar a sedá-la - com duas injecções. O resultado é um ataque cardíaco e a morte acidental da mulher.
Se um corpo é difícil esconder, dois ainda mais. A solução - cortar os corpos e despeja-los dentro de barris num rio. Por causa das impressões digitais, as mãos do casal foram cortadas e assadas num grelhador. Doyle não aguenta a violência destes últimos acontecimentos e foge para a igreja e padre que o acolheram quando saiu da prisão.
Depois disto, tudo ocorre de forma rápida. Du Bois começou de facto a investiga-los e reuniu provas de tal maneira credíveis que a polícia resolve aceitar a história de Kershaw e começa a tratar o caso como crime.
A polícia prende Doyle na igreja, Doorbal em casa, e Mese no Ginásio. Lugo consegue fugir no barco de Kershaw, mas mais uma vez, é mais ganancioso que inteligente e é apanhado quando tenta roubar o dinheiro que Victor tinha numa conta escondida nas Bahamas.
O filme acaba com o julgamento. Doyle - mais uma vez encontrou Jesus e depois de confessar os crimes e de servir como testemunha contra os outros, apanha uma pena de 15 anos. Lugo e Doorbal são condenados à morte e Mese cumpre uma pena mais leve, mas acaba por morrer na prisão.
Michael Bay é talvez um dos realizadores que mais antipatia nutre entre o público e a critica especializada. Ele é o responsável por filmes que muitos consideram os "piores entre os piores" e é o homem que vai ousar ao trazer aos cinemas as Tartarugas Ninja. Isto é um curriculum complicado e pouco credível para muitos. Mas, Bay mostrou um talento especial, e até agora desconhecido ao levar a cabo este projecto tão pessoal e em pequena escala (quando comparado com aquilo que costuma fazer).
Pain & Gain é um filme carregado de testosterona, de sonho americano e de idiotice. Idiotice esta que Bay não inventou. É o resultado de uma história real. Bay filma bem a Miami dos anos 90, o seu sol e luz, os excessos da época, a roupa, os cenários e até o culto ao corpo é sedutoramente filmado.
O ritmo do filme não é cansativo, misturando cenas mais lentas, com alguma acção, momentos de comédia, com violência e até com momentos de puro retrato social.
O realizador foi igualmente feliz na escolha do elenco. Anthony Mackie é o desastrado mais competente dos últimos tempos e quando está em dupla com a talentosa e cómica Rebel Wilson é brilhante. Dwayne Johnson - imensamente grande - dota o filme de momentos absolutamente delirantes. É um personagem profundo e em constante contradição com ele mesmo. Arrisco dizer que é o melhor papel de Johnson até hoje. Se o actor quiser, consegue ir mais além do que um monte de músculos e diálogos monocórdicos.
Mark Wahlberg, apto no papel de alguém que quer tudo, mas fica sem nada. Encarna a metáfora do "sonho americano" e de que "se quiseres ser alguém na vida, tens que lutar por isso e agir", mas que corta pelo caminho que considera ser mais fácil. A personagem de Wahlberg também pode ser considerada como um ponto de critica social, para com os emigrantes que chegam aos EUA e vingam na vida.
Todo o restante elenco secundário é competente e ajuda a alicerçar o argumento de duas horas de filme. Pain & Gain é para mim, o melhor filme de Michael Bay até o momento e espero sinceramente que o homem dos robots regresse a este registo, porque foi feliz ao fazê-lo. O filme é atraente esteticamente e brindado com um humor peculiar. Considero importante ver-se o filme mantendo sempre em mente que a história que aborda é surrealmente verídica.
"My name is Daniel Lugo, and I believe in fitness"
Nota:
Locke | Primeira Imagem e Clip
Foi divulgada uma primeira imagem e um clip para Locke, um thriller filmado em tempo real e Tom Hardy no papel principal.
O filme acompanha a vida de Ivan Locke (Hardy), um homem que graças ao trabalho, conseguiu construir uma vida estável, até ao momento em que tudo desmorona. Prestes a conseguir uma promoção na carreira, recebe um telefonema que vai desencadear uma série de episódios que vão ter consequências graves na sua sua relação com a família na carreira e sobretudo na sua alma.
Realizado e escrito por Steven Knight, conta ainda no elenco com Tom Holland, Ruth Wilson, Olivia Colman, e Andrew Scott e Bill Milner. A première mundial acontecerá no dia 2 de Setembro, no Festival de Veneza.
25/08/2013
Opinião | Kick-Ass | Matthew Vaughn. 2010
Título em Português: Kick-Ass - O Novo Super-Herói
Estreia em Portugal: 22.04.2010
Kick-Ass é a adaptação ao cinema dos livros de banda desenhada escrita por Mark Millar e ilustrada por John Romita, Jr. O filme foi dirigido por Matthew Vaughn, que também assina o argumento em conjunto com Jane Goldman.
Staten Island, Nova York. Dave Lizewski (Aaron Taylor-Johnson) é um jovem adolescente banal, não se insere no grupo dos nerds, mas também não é popular. É viciado em masturbação e nas mamas da professora de inglês. Vive com os pais, mas depois da morte da mãe à mesa, durante o pequeno almoço, vítima de um aneurisma, fica sozinho com o pai, que trabalha à noite como segurança. A vida de Dave é tão monótona e aborrecida que começa a desenvolver a ideia de se tornar um super herói. Um desejo esperado de alguém que pouco tem para fazer na vida.
Depois de ser assaltado e de ter sido ignorado por um transeunte que o podia ter ajudado - e, apesar de perceber porque é que a pessoa não o ajudou, resolveu investir no assunto "super-herói", defendendo a teoria de que o "optimismo e a ingenuidade" são a receita básica para se tornar num super-herói.
Chris D'Amico (Christopher Mintz-Plasse) é um jovem super protegido por seguranças pessoais, sem amigos e filho do mafioso - Frank D'Amico (Mark Strong). Chris passa a vida a tentar chamar a atenção do pai, que se limita a tratá-lo como uma criança e que está mais preocupado com o boato da existência de um super herói que lhe anda a prejudicar os negócios.
Mindy Macready (Chloë Grace Moretz) é filha de Damon Macready (Nicolas Cage), um obcecado por segurança e protecção, sendo que a filha é estranhamente sábia nestes assuntos.
Dave compra um equipamento de herói online e, com ele vestido, sente-se capaz de fazer tudo e enfrentar todos. Mas da teoria à prática vai uma grande distância. E o jovem sabe que para vencer os medos precisa agir. Ao ver dois delinquentes tentarem assaltar um carro, confronta-os com o seu fato de lycra. A tentativa de justiça não lhe corre bem e o jovem é esfaqueado e brutalmente atropelado.
Depois de uma temporada no hospital e cheio de ferros a substituir os ossos... volta à rotina normal - aparentemente insensível à dor e claramente mais popular na escola - mas não pelos melhores motivos, é que corre o boato que é homossexual porque, quando sofreu o ataque e acidente, pediu aos paramédicos para dizerem que não estava "mascarado". Assim, toda a gente pensa que ele foi encontrado nu.
Lizewski resolve assumir a sua personalidade heróica - Kick-Ass - e sai à rua com a sua lycra azul e amarela - ocultando a identidade por detrás da máscara. A sua primeira missão é a de encontrar um gato perdido. Mas vê-se envolvido numa luta com assaltantes e enfrenta-os. Em plena praça pública, a sua coragem é documentada e torna-se viral, e assim nasce o sucesso em torno do nome de Kick-Ass. Quanto à pessoa por detrás da máscara? Continua a ser vista como o gay que foi atacado. Na escola, a bonita (e até então inatingível) Katie Deauxma (Lyndsy Fonseca) pede ajuda ao seu amigo gay para resolver um assunto com o traficante de drogas Rasul (Kofi Natei), que a assedia constantemente.
O herói Kick-Ass vai procurar Rasul, mas não consegue fazer frente ao séquito do bandido. Mas, para sua surpresa, é auxiliado por dois mascarados - a Hit-Girl e o Big Daddy. Os bandidos são dizimados sem piedade.
A Hit-Girl é Mindy Macready e o Big Daddy é Damon Macready - um ex-agente da policia honesto, que foi incriminado como traficante de droga, por Frank D'Amico. Macready é condenado à prisão e a sua mulher não resiste ao desgosto e suicida-se. Mindy fica ao cuidado de Marcus Williams (Morris Chestnut), até à saída do pai da prisão. Quando Damon sai da prisão, resolve planear a sua vingança ao detalhe e treina a filha para combater o crime organizado da cidade, e sobretudo para se defender e vingar de D'Amico.
O bandido, por sua vez, acredita que é Kick-Ass que anda a destruir-lhe os negócios. O seu filho Chris, em mais uma tentativa de chamar a atenção do pai, acha que pode ajudar e sugere transformar-se também ele num super-herói, para tentar aproximar-se de Kick-Ass. E assim acontece, Chris assume a personagem Red Mist e aproxima-se de Dave.
Red Mist leva Kick-Ass a uma armadilha, mas quando chegam ao local combinado já os capangas do pai, estavam mortos e o armazém incendiado. Através de uma câmara, os D'Amico percebem que o culpado não é o Kick-Ass, mas sim o Big Daddy e a Hit-Girl.
Depois do susto, Dave decide que vai abandonar o seu superego, e farto se ser chamado de gay, Dave decide contar toda a verdade a Katie - não é gay e na verdade é o super-herói real Kick-Ass. Ela desculpa-o e tornam-se namorados.
Após várias mensagens de Red Mist a pedir ajuda, Kick-Ass decide encontrar-se com ele. O falso super-herói convence Dave a juntar os seus amigos Big Daddy e Hit-Girl para uma missão, que não é nada mais nada menos do que uma emboscada.
Big Daddy e Kick-Ass são feitos reféns, mas a Hit-Girl consegue escapar. A ideia de D'Amico é executar os prisioneiros e transmitir em directo na Internet. Mas a destemida Hit-Girl resolve salvar o pai e Dave. Em segundos, a jovem rapariga mata todos os bandidos, mas não consegue salvar o pai das chamas, que acaba por morrer.
A rapariga pede ajuda a Kick-Ass para vingar a morte do pai e os dois invadem a casa de D'Amico. E depois de uma sequência alucinante de lutas que envolvem os heróis e a família D'Amico. Kick-Ass atinge o pai de Chris com uma bazuca e este voa pela janela. Red Mist tenta vingar a morte do pai, mas nada consegue fazer. No entanto, e citando o Joker de Jack Nicholson, deixa a ameaça: 'Wait till they get a load of me'.
Envolto em polémicas desde o dia um, sobretudo pela questão em torno da Hit-Girl de Chloë Grace Moretz - por ser uma menor a protagonizar a personagem mais violenta do filme. Mas uma coisa é certa, Kick-Ass não é meramente um filme para adolescentes. A Hit é a prova disso, sendo uma das personagens mais fascinantes da história contemporânea do cinema de acção.
Não se fica indiferente a Kick-Ass. É corajoso e original. Honra constantemente os clássicos. Batman, Super-Homem, Spider-Man são frequentemente referidos, sem serem mal tratados ou gozados. São referidos como referência e como modelos para alguém que quer ousar e praticar o bem de forma real e defender a cidade doente e infestada por crimes.
Matthew Vaughn criou um filme simples, visualmente alegre, com personagens humanas. Dave como Kick-Ass é uma metáfora que atinge a maioria dos seres humanos - o desejo de ajudar quem precisa. Os super-heróis deste filme são humanos, com problemas e desejos humanos. Kick-Ass é um filme sobre um jovem que deseja encontrar a sua identidade e que se atreve a fazer algo que poucos têm coragem para fazer. No entanto, é também um conto complexo de vingança, que é muito bem orquestrado por Vaughn.
O filme é uma adaptação bastante fiel aos livros de BD. Kick-Ass é elegante, divertido, ousado, sem momentos de tédio e com uma banda sonora muito interessante.
Ninguém fica indiferente a este filme e o meio termo é impossível. Ou se gosta, ou se odeia. Mas aqueles que odeiam, de certeza que não se esforçaram muito para o perceber, ou para ler nas entrelinhas.
Nota:
22/08/2013
Giorgio Armani + Cate Blanchett | Sì
Armani disse: "Si is my tribute to modern femininity, an irresistible combination of grace, strength and independent spirit."
A mulher ideal para ilustrar esta frase? Cate Blanchett, obviamente.
Esta parceria entre a marca e a actriz australiana rendeu-lhe 10 milhões de dólares e mostra uma mulher de 44 anos, elegante, discreta e tranquila.
Sì estará à venda a partir de dia 1 de Setembro.
21/08/2013
Opinião | jOBS | Joshua Michael Stern. 2013
Título em Portugal: Jobs
Data de estreia: 22.08.2013
2001, no auditório das instalações da Apple. Steve Jobs (Ashton Kutcher) apresenta a uma plateia constituída por funcionários - que o recebem em pé e com aplausos - o iPod, aquilo que denomina como sendo uma "ferramenta para o coração".
Assim, o mito do homem visionário invade a grande tela, com o seu estilo próprio, chavões no discurso, e proximidade aos funcionários. Mas, será assim tudo isto tão linear? Não. Aquela que é uma característica nata nos génios e líderes - o carisma, em Jobs alcança quase o patamar do romance ficcional.
Recuando no tempo, o filme volta a 1974 - ao Reed College. Jobs circula descalço e livre pelo campus. Assiste às aulas que quer, quando quer. Entre LSD e o livro de Ram Das "Be here now" Steve e o seu amigo Daniel Kottke (Lukas Haas) resolvem partir numa viagem espiritual a Índia. Na viagem, o americano apreende os gestos, os cheiros e as cores de uma civilização que o fascina.
Passamos a 1976. Steve trabalha para a Atari. Revoltado, pouco interessado, incapacitado de ser funcionário e sobretudo em ser parceiro ou colega, leva o chefe ao limite da paciência e em desespero o chefe, faz-lhe um ultimato que resulta no inicio da parceria de Jobs com Steve Wozniak (Josh Gad). Impressionado com aquilo que Woz faz com processadores, convence o amigo a discursar perante uma plateia - de forma a "vender" o produto, a criarem uma empresa e a produzirem em série.
A garagem do pai de Jobs vai ser o palco onde nasce a primeira fornada Apple e à constituição da Apple Computers INC. A primeira encomenda é feita por um lojista local, comerciante de peças para aquilo que na altura se denominavam "computadores".
Para ajudar na montagem dos Apple, Steve recruta uma equipa entre os seus amigos e vizinhos. Mas, à medida que Jobs percebe que aquilo que estão a fazer na garagem do pai, tem um potencial inesgotável e que a sua batalha pelo desenvolvimento do que denomina computador pessoal, transforma-o numa pessoa ainda distante e estranha. No contexto de completa euforia, Jobs é confrontado com a gravidez da sua namorada Chris-Ann Brennan (Ahna O'Reilly). O futuro CEO de uma das empresas mais bem-sucedidas do mundo, recusa aceitar a gravidez, maltrata a namorada e diz que não pode ser o pai da criança. Enquanto que a vida pessoal de Jobs é inexistente e disfuncional, o mundo dos seus negócios continua em crescente.
À porta da garagem dos “escritórios Apple” surge um investidor - Mike Markkula (Dermot Mulroney). Este investimento é determinante para Jobs. Permite a presença na West Coast Computer Faire em 1977 e a criação do Apple II. Lisa Brennan-Jobs - a filha de Chris-Ann e de Jobs nasce, mas este continua a negar que a bebé é sua filha.
A ascensão da Apple acontece num ápice e a empresa consegue valores positivos na Bolsa de Nova Iorque. Jobs provoca constantemente a concorrência, sobretudo a IBM, bem como os gestores da Apple.
Em momentos que oscilam entre uma espécie de autismo, com esquizofrenia e atitudes de fraca gestão e sobretudo de ausência de respeito para com aqueles que fizeram com que se tornasse uma referência no mundo da tecnologia, Jobs exige que a Apple recrute John Sculley (Matthew Modine), um homem experiente e habitado a vender um dos produtos mais conhecidos do mundo – a Pepsi. Steve acreditava que era na contratação deste executivo que estava o sucesso do computador que estava a desenvolver – o Lisa.
Mas, o preço que Steve considerava certo para Lisa, era segundo os executivos incomportável, pois as peças que usaram na construção do equipamento eram os melhores e os mais caros, facto este que encarecia o equipamento. O “mentor” do Lisa não concordou e o seu comportamento errático piora, levando ao seu afastamento do projecto e à subida de John Sculley como CEO da empresa.
Steve é colocado a trabalhar numa equipa menor. A equipa que trabalha no desenvolvimento do Macintosh. Como sempre, o diferente Jobs é incapaz de ter um chefe e não resiste à tentação de moldar o projecto e a equipa à sua medida. Mais uma vez, o seu comportamento não se adequa à politica organizativa da empresa e é convidado a sair.
A cronologia do filme salta para 1996. Jobs está casado com Laurene Powell (Abby Brammell), reconheceu Lisa (Annika Bertea) como filha e tem um filho - Reed (Paul Baretto). Está à frente da empresa de software NEXT. Gil Amelio (Kevin Dunn) - o então CEO da Apple, convida-o a regressar à empresa como consultor, mas depressa Jobs toma as rédeas na totalidade e afasta um a um, todos aqueles que contribuíram para o seu afastamento da empresa, 11 anos antes.
O filme termina com Jobs fascinado com o trabalho de Jonathan Ive (Giles Matthey), a decisão de reinventar a marca e com a gravação do seu famoso discurso para a Think Different no ano de 1997.
A adaptação cinematográfica de uma biografia nunca é fácil. Existem pessoas reais por detrás da História, datas, locais, engrenagens, falta ou excesso de documentação e fontes. Neste caso, a proximidade da data à morte e vida de Steve Jobs, não dota o filme daquele sentimento de longevidade que às vezes as biografias necessitam para serem mais credíveis ou interessantes. Todos temos em mente alguma característica ou história sobre Jobs. Todos lemos nalgum artigo ou livro algo sobre a personagem central do filme, todos conhecemos a marca e os seus produtos.
Este Jobs de Joshua Michael Stern é muito insuficiente na demanda de contar a história de alguém que é um ícone contemporâneo. O filme mostra o lado negro de Jobs, mas não o explica nem aprofunda. Tudo fica no ar, por medo de ferir susceptibilidades ou simplesmente como forma de evitar processos judiciais.
É que Stern quando resolveu investir neste projecto, sabia certamente que Jobs não era uma pessoa fácil de retratar, sobretudo pelo lado mais negro da sua personalidade e por muitas atitudes negativas que teve para com os seus amigos e colaboradores. O filme lança estes desaires, mas depressa procura justificá-los como sendo "desígnios" de um génio. O realizador resolveu quase santificar o carismático líder da Apple, ignorando e não aprofundando momentos determinantes da biografia, colocando-o como um "louco", arrogante e provocador, mas visionário e por isso, podia dizer e fazer tudo.
Steve Jobs foi, é e será um marco indiscutível na História da tecnologia e inovação contemporânea. Lucrou muito, teve muita fama, foi visionário, líder, mas alicerçou toda a estrutura da sua empresa nos conhecimentos e valências de outros - alguns dos quais, seus amigos.
O filme é ausente de profundidade e recheado de momentos que tocam a banalidade e futilidade. O realizador preferiu perder tempo a mostrar Jobs a ter uma trip de LSD, ao invés de explorar a pouca higiene, a estranha forma de se alimentar, os problemas motores e o facto de ser adoptado.
A necessidade de cronometrar exaustivamente a linha temporal do argumento, também é uma menos valia. O filme perde tempo em coisas sem importância e ignora a viagem à Índia e os 11 anos de ausência da Apple - por exemplo. O foco do filme não é a vida pessoal de Jobs, mas sim, o seu percurso empresarial - que mesmo assim é mal explorado. É que neste tipo de biografia, a vida pessoal e a vida profissional, só fazem sentido, quando juntas.
No mau da biografia, existe uma surpresa - Ashton Kutcher. O eterno jovem das partidas aos famosos encarna relativamente bem o famoso empresário, apesar de nalguns momentos, sobretudo aqueles que precisavam de mais seriedade, nota-se que se esforçou para manter o figurino. Kutcher consegue centrar as atenções do filme que - dadas as circunstancias propositadas - tem pouco espaço para as personagens secundárias e sobretudo para as personagens femininas, que são renegadas a míseros segundos. Um pequeno destaque para Dermot Mulroney, que está bem como Mike Markkula. O guarda-roupa e banda-sonora fazem jus aos tempos mais centrais do filme - anos 70/80.
Jobs é um tributo pouco satisfatório a Steve Jobs. Não ousou e não explicou porque é que alguém não pode, nem deve ser considerado um génio, só porque - em cima da lareira da sua mansão - tem um "retrato" de Einstein.
Nota:
20/08/2013
Noah | Novas imagens
O realizador Darren Aronofsky lançou-se em "águas bíblicas" e vai trazer aos cinemas, a sua recriação da história de Noé.
Russell Crowe, Jennifer Connelly, Anthony Hopkins, Logan Lerman e Emma Watson fazem parte do elenco do filme que pretende ser épico.
Sons of Anarchy. Temporada 6 | Promo
A sexta série de Sons of Anarchy estreia dia 10 de Setembro no FX. Por enquanto, mais uma promo do que por ai vem.
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