13/09/2013

Chloë Moretz & Léa Seydoux por Craig McDean | W Magazine. Outubro 2013

A ex-modelo Léa Seydoux e a estrela maior de Kick Ass - Chloë Moretz estão em destaque na edição de Outubro da revista W. Ambas tiveram direito a capa e produção fotográfica assinada por Craig McDean











11/09/2013

Cate Blanchett | AnOther Magazine






Opinião | Blue Jasmine | Woody Allen. 2013

Título em Portugal: Blue Jasmine
Data de estreia: 12.09.2013







Jasmine (Cate Blanchett) e Hal (Alec Baldwin) são um casal perfeito. Casas de luxo espalhadas nas mais diversas zonas dos EUA. Requinte, festas, roupas de marcas, jóias, carros, etc. Uma aparente vida perfeita na alta sociedade americana.
Mas, os telhados de vidro cedem. Jasmine começa a duvidar (com razão) da fidelidade de Hal. E para piorar o enredo, Hal - depois de uma denúncia anónima às autoridades (que não é tão anónima assim) - vê os seus negócios serem sujeitos a uma averiguação minuciosa. É que Hal supostamente investe dinheiro dos outros, mas na verdade, roubava-os. O empresário é preso e a mulher fica sozinha e na bancarrota.

A solução que a ex-jet set encontra é a de pedir ajuda à sua irmã - Ginger (Sally Hawkins) - divorciada, com dois filhos. A irmã era casada com Augie (Andrew Dice Clay). O casal era feliz e rico, até ao dia em que,  influenciados por Jasmine, confiam o dinheiro que têm a Hal - para investir.
Em São Francisco, Jasmine vai ter que sobreviver num apartamento de classe média, com duas crianças, sem privacidade, sem dinheiro, e viciada em xanax e álcool. Para piorar a sua vida, a irmã tem um namorado Chili (Bobby Cannavale) - rude, mal educado e desbocado.

Decidida (na verdade, obrigada) a mudar de vida, opta por voltar a estudar. Mas como não tem dinheiro, aceita um trabalho como recepcionista de uma clínica de estomatologia e inscreve-se num curso de Informática.
A adaptação de Jasmine a esta nova vida não é fácil, sobretudo porque está mergulhada em profunda doença psicológica. Ao xanax e bebidas alcoólicas, juntam-se momentos de profunda depressão e alucinação.








Jasmine vai a uma festa e conhece  Dwight (Peter Sarsgaard) - um diplomata com pretensões na política. Também nesta festa Ginger conhece Al (Louis C.K.) - e a atracção física entre os dois é explosiva, forçando Ginger a afastar-se de Chili.
Entre Dwight e Jasmine nasce uma relação, alicerçada em mentiras (criadas por Jasmine, que não admite a sua verdadeira biografia). O pedido de casamento e visão do futuro está à esquina e prestes a tornar-se realidade, mas tudo se desmorona depressa. Ginger descobre que AL é casado e Dwight descobre que Jasmine mentiu. Ginger regressa para Chili e Jasmine volta a ficar só.









Tal como todos, ou quase todos os filmes de Woody Allen, o mix do brejeiro / requintado está presente. A piada mais subtil é misturada à piada mais refinada e pode ser seguida de uma totalmente banal. Nem sempre funciona, mas neste caso brilha. Allen não aparece no filme, nem criou nenhum alter-ego. Filmou com confiança arquétipos cheios de detalhes que enriquecem a história e prendem os espectadores à cena seguinte.

Blue Jasmine brilha pelo argumento e realização, mas brilha muito pela exemplar e irrepreensível interpretação de Cate Blanchet. Este novo filme de Allen é uma história banal e trágica que, à medida que se desenrola, torna-se cada vez mais fascinante. O recurso a flashbacks pode tornar-se frustrante porque por vezes acontecem sem transição, mas são justificados, pois esta história não poderia ser contada de outra forma. 








Só através deste recurso se percebe a história e percurso complexo da incrível Jasmine. Cate Blanchett dota a personagem de uma dualidade de segurança, elegância e glamour com loucura, insegurança, depressão e sem auto-estima.
Jasmine provoca-nos um riso fácil, mas envergonhado. A tragédia que envolve a personagem é tanta que, sempre que uma gargalhada é arrancada ao público, sentimo-nos mal por rir.
Cate é a estrela do filme, mas não brilha sozinha. Ao seu lado, e a funcionarem como personagens secundários, estão Louis CK, Michael Stuhlberg e Max Casella, Alec Baldwin, Andrew Dice Clay e Peter Sarsgaard. Mas neste incrível elenco merecem destaque especial Sally Hawkins e Bobby Cannavale.
Woody Allen, com os seus 78 anos, escreveu e realizou um filme em que as personagens femininas são as estrelas principais, em que a tragédia é disfarçada com humor, e recheado com uma banda sonora de bom gosto.




Nota:



09/09/2013

Opinião | Adore | Anne Fontaine. 2013

Título em Portugal: Paixões Proibidas
Data de estreia: 23.07.2013






Ao princípio: quatro pessoas, duas mulheres, dois meninos.
Passados alguns anos: quatro pessoas, duas mulheres, dois homens.

Duas mães, dois filhos. Quatro amigos, quatro familiares, quatro amantes. É em torno deste número e dos vários tipos de afectos que todo o argumento do filme é alicerçado. Duas actrizes que dispensam apresentações - Robin Wright e Naomi Watts são (respectivamente) Roz e Lil - as melhores amigas desde sempre. Inseparáveis. Partilham todos os momentos das suas vidas, os bons e os maus. Uma é viúva, a outra casada. Dada a proximidade das mães, também os filhos cresceram juntos e tornaram-se indivisíveis. Entre os quatro a união é de tal maneira forte que Roz recusa acompanhar o marido num projecto de vida, que incluía um novo trabalho e uma nova cidade.
A amizade e a cumplicidade, aliadas a um cenário paradisíaco, faz com que cada vez mais os quatro se fechem do mundo que os rodeiam, construindo eles próprios o seu universo, fechado e particular.





Tudo se complica quando as relações entre as mães e os filhos ultrapassam a fronteira amizade e transfiguram-se em desejo e amor. Roz envolve-se com o filho de Lil - Ian (Xavier Samuel) e Harold (Ben Mendelsohn) - o filho de Roz - envolve-se com Lil.
Depois de uma estranheza inicial e do choque que sentem ao descobrirem as respectivas relações, as mulheres e os filhos acabam por aceitar os namoros e continuam no seu mundo povoado por eles quatro.




Baseado no livro "The Grandmothers" - da Nobel da Literatura Doris Lessing - Adore é um filme sobre a amizade de duas mulheres, sobre as suas vidas e relacionamentos. A realizadora francesa Anne Fontaine criou um filme polémico, delicado, com uma cinematografia excepcional e editado de forma notável - sobretudo quando existem cortes que representam o avanço nas idades dos personagens.

Incomodará muitos espectadores, especialmente aqueles que acham que mulheres de meia idade não têm desejos sexuais. Inquietará muitos adolescentes que sonham com mulheres mais velhas e será um pesadelo para mães, pais e restantes seres humanos retrógrados.
O filme foi filmado na Austrália, o que o dotou de cenários perfeitos. Possibilitou filmar bem a água, biquínis e peles bronzeadas. Todas as interpretações são boas, mas Robin Wright é fabulosa. Ela é o retrato da força feminina no seu esplendor máximo.
Adore podia facilmente cair no ridículo, mas é de um profissionalismo exemplar. A temática, o ambiente, o erotismo e a atmosfera que transmite faz com que este filme seja, acima de tudo, todo um novo território emocional.

Nota:

07/09/2013

70º Festival de Cinema de Veneza | Os vencedores



Grand Jury Prize
Stray Dogs, dir: Tsai Ming-liang

Silver Lion for Best Director
Alexandros Avranas, Miss Violence

Volpi Cup, Best Actor
Themis Panou, Miss Violence

Volpi Cup, Best Actress
Elena Cotta, Via Castellana Bandiera

Marcello Mastroianni Award for for Best New Young Actor or Actress
Tye Sheridan, Joe

Best Screenplay
Steve Coogan, Jeff Pope, Philomena

Special Jury Prize
The Police Officer’s Wife, dir: Philip Groning

CRITICS WEEK

Lion of the Future – “Luigi De Laurentiis” Venice Award for a debut film
White Shadow, dir: Noaz Deshe

HORIZONS

Best Film
Eastern Boys, dir: Robin Campillo

Special Jury Prize
Ruin, dirs: Amiel Courtin-Wilson, Michael Cody

Best Director
Uberto Pasolini, Still Life


04/09/2013

Opinião | The Butler | Lee Daniel. 2013

Título em Portugal: O Mordomo
Data de estreia: 05.09.2013



Antes de mais nada, considero que resumir ou contar detalhadamente a história deste filme, bem como descrever personagens minuciosamente, ia ser uma injustiça. É um filme para ver, para assimilar e sobretudo para reflectir.  

The Butler de Lee Daniel conta a história de um mordomo da Casa Branca que serviu oito presidentes norte-americanos ao longo de três décadas - de Eisenhower a Reagan. Durante este tempo, o filme aborda as mudanças dramáticas que ocorreram na sociedade americana - desde os movimentos pelos Direitos Humanos e igualdade rácica de Martin Luther King Jr., passando por Malcolm X, os Panteras Negras e a Guerra do Vietname. Todos estes acontecimentos históricos têm repercussão directa e indirecta na vida dos personagens do filme, mas sobretudo na família Gaines.
Apesar desta imensidão cronológica, histórica e social, o filme é simples e sobretudo bem feito. Inspirado na História verídica de Eugene Allen - no filme Cecil Gaines (Forest Whitaker) e com base no artigo A Butler Well Served by This Election de Wil Haygood foi bem adaptado ao cinema por Danny Strong. Foram feitas muitas alterações, mas nenhuma chocante ou grave, e todas bem enquadradas na história do filme. 

Enquanto que o Mundo sofre alterações, enquanto que os filhos de Cecil são envoltos nestas mutações sociais e políticas, o pai está no centro do poder, a assistir às medidas políticas dos vários presidentes dos Estados Unidos. O mais agradável no filme é que foca um dos maiores problemas históricos do país, mas consegue ser delicado ao disfarçar a tomada de partidos. Todos os lados são abordados no seu melhor e no seu pior, no que têm de mais positivo, mas também nas medidas e teorias revolucionárias e extremistas de ambos. Também na abordagem às biografias dos Presidentes, esta decisão de ser factual é sentida, facto que está a causar alguma polémica. Sobretudo entre os Republicanos defensores fervorosos de Ronald Reagan.



"I could see the two faces the butler wore to serve and I knew I lived my life by those two faces."
                                                                                      Cecil Gaines



O elenco é impressionante não só por ser repleto de estrelas, mas porque todas elas são competentes. Forrest Whitaker é notável como personagem principal. Um homem sofrido, lutador, íntegro e profissional. Um pai que sempre quis o melhor para os filhos. Filhos estes que muitas vezes não percebem os seus actos e palavras. É uma personagem complexa e admirável. Oprah Winfrey regressou de forma brilhante ao grande ecrã, Gloria Gaines é uma mulher complexa e imperfeita, mas real, mãe e mulher. Os filhos têm personalidades e ideologias opostas. Um luta contra os EUA, outro luta pelo pais. Um vive para mudar o país e o outro morre pela pátria. 
Recheado de emoções e por vezes, difícil de acompanhar dada a imensidão de personagens e elementos históricos, The Butler nunca é aborrecido ou pretensioso. Tem uma cinematografia impressionante e o conjunto história/ música são conjugados de forma luzente. 
É uma aula de História sobre a violência e a resistência. Uma viagem sentimental e um tributo a todos os que lutaram por mudar um país que defendeu a Democracia e a Igualdade, mas que demorou muitos anos a passar da teoria à prática.
Este filme de Lee Daniel, não deve ser ignorado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nas nomeações para os Óscares de 2014. 





Nota:


01/09/2013

Robert Pattinson + Romain Gavras | Dior Homme



Minhas senhores, meus senhores é com imenso gosto e prazer estético que apresento a incursão de Robert Pattinson na Casa Dior.
O actor é a cara de Dior Homme Fragrance e o vídeo oficial está finalmente disponível. Foi realizado por Romain Gavras e a música dispensa apresentação - é Led Zeppelin.











P.E.R.F.E.I.T.O