23/09/2013

Emmy's 2013 | Os vencedores




Foi ontem - no Nokia Theatre, em Los Angeles - que aconteceu a 65ª Cerimónia dos Emmy's. O evento foi apresentado por Neil Patrick Harris e em destaque ficaram "Modern Family", "Breaking Bad" e "Behind the Candelabra", mas outros prémios foram entregues. Eis a lista: 

Melhor Drama
Breaking Bad - AMC

Melhor Comédia
Modern Family - ABC


Melhor Minissérie ou Filme para Televisão
Behind The Candelabra - HBO

Melhor Actor (Drama)

Jeff Daniels como Will McAvoy em The Newsroom - HBO

Melhor Atriz (Drama)

Claire Danes como Carrie Mathison em Homeland - Showtime 

Melhor Ator Secundário (Drama)
Bobby Cannavale como Gyp Rosetti em Boardwalk Empire - HBO

Melhor Atriz Secundária (Drama)

Anna Gunn como Skyler White em Breaking Bad - AMC

Melhor Actor Convidado (Drama)

Dan Bucatinsky como James Novack em Scandal - ABC

Melhor Atriz Convidada (Drama)

Carrie Preston como Elsbeth Tascion em The Good Wife - CBS

Melhor Guião (Drama)

Homeland por Henry Bromell - Showtime 

Melhor Realização (Drama)

House Of Cards por David Fincher - Netflix 

Melhor Ator (Comédia)

Jim Parsons como Sheldon Cooper em The Big Bang Theory - CBS 

Melhor Atriz (Comédia)

Julia Louis-Dreyfus como Selina Meyer em Veep - HBO

Melhor Ator Secundário (Comédia)
Tony Hale como Gary Walsh em Veep - HBO 

Melhor Atriz Secundária (Comédia)

Merritt Wever como Zoey Barkow em Nurse Jackie - Showtime

Melhor Ator Convidado (Comédia)
Bob Newhart como Arthur Jeffries/Professor Proton em The Big Bang Theory - CBS 

Melhor Atriz Convidada (Comédia)
Melissa Leo como Laurie em Louie - FX Networks

Melhor Guião (Comédia)

Last Lunch, 30 Rock por Tina Fey, Tracey Wigfield - NBC

Melhor Realização (Comédia)

Gail Mancuso por Modern Family / Arrested - ABC

Melhor Ator (Minissérie ou Filme para televisão)
Michael Douglas como Liberace em Behind The Candelabra - HBO

Melhor Atriz (Minissérie ou Filme para televisão)

Laura Linney como Cathy Jamison em The Big C: Hereafter - Showtime

Melhor Ator Secundário (Minissérie ou Filme para Televisão)
James Cromwell como Dr. Arthur Arden em American Horror Story: Asylum - FX Networks

Melhor Atriz Secundária (Minissérie ou Filme para Televisão)

Ellen Burstyn como Margaret Barrish Worthington em Political Animals - USA

Melhor guião (Minissérie ou Filme para Televisão)

Abi Morgan por The Hour - BBC America

Melhor Realização (Minissérie ou Filme para Televisão)

Steven Soderbergh por Behind The Candelabra - HBO 

Melhor Apresentador (Reality Show ou Concurso)

Heidi Klum e Tim Gunn por Project Runway - Lifetime

Melhor Reality Show ou Concurso

The Voice - NBC

Melhor Programa de Variedades
The Colbert Report |- Comedy Central

Melhor Guião (Variedades)
The Colbert Report - Comedy Central

Melhor Reality Show
Undercover Boss - CBS

Melhor Documentário ou Série de Não-Ficção
American Masters - PBS

Melhor série de animação
South Park / Raising The Bar - Comedy Central

22/09/2013

Opinião | At Any Price | Ramin Bahrani. 2012

Título em Portugal: A Qualquer Preço
Data de estreia: 18.07.2013





Henry Whipple (Dennis Quaid) é um proprietário agrícola, ambicioso e competitivo. O filho – Dean (Zac Efron) não pretende seguir os passos do pai neste mundo da agricultura moderna. Dean quer ser piloto profissional de carros de corrida - desejo que o pai não aceita, porque o seu objectivo é a expansão do “império agrícola”. 
O espírito empreendedor e obstinado de um choca com a juventude, insegurança e incertezas do outro. Mas, este afastamento entre pai e filho vai dar origem a uma estranha união forjada por uma investigação financeira e por um homicídio. 




Ramin Bahrani – o jovem realizador americano de origem iraniana conseguiu dotar a história deste At Any Price de grande profundidade sentimental. A história é simples – desacordos entre pai e filho, ambição e crime, mas é alicerçada em boas e competentes interpretações de Quaid e Efron. Também as personagens secundárias de Clancy Brown, Kim Dickens, Red West e Heather Graham são favoráveis, mas é Maika Monroe que consegue facilmente roubar as atenções para si. A narrativa é premiada com alguns diálogos e momentos intensos. Iowa é o cenário do filme, mas pode ser trocada por qualquer cidade americana e não só. Pode ser qualquer sítio onde a crise económica está a ser fatal e a luta pela sobrevivência do mais pequeno ou do menos forte, pode levar a consequências fatais. 

O filme é uma introspecção sobre valores modernos, sobre problemas e pessoas reais. É muito americano e franco ao abordar a luta diária dos agricultores americanos contra as grandes empresas multinacionais. 
A simplicidade da história e a focalização na ganância / sobrevivência está envolta num argumento que só peca por ser simples. Percebemos que Bahrani foi apaixonado a contar a história, mas um espectador menos atento ou mais exigente, pode facilmente perder a concentração. Assim, a única falha deste filme é a simplicidade do seu argumento. No entanto, e correndo o risco de contradição, também pode ser a simplicidade deste argumento que dota o filme de uma delicadeza que o torna diferente.

Nota:





19/09/2013

Opinião | The Kings of Summer | Jordan Vogt-Roberts. 2013

Título Portugal: *
Data de estreia: *







"The Kings of Summer" teve a sua estreia no Festival de Sundance como “Toy House”. Realizado por Jordan Vogt-Roberts, o filme conta a história de Joe Toy (Nick Robinson), um adolescente frustrado, desenquadrado e incompreendido que vive com o pai – Frank (Nick Offerman) - que pretende ser manipulador, mas que ao mesmo tempo o ignora. 

Joe junta esforços com o seu melhor amigo Patrick (Gabriel Basso), um rapaz igualmente perturbado pela diferença de idades entre si e os seus pais e massacrado pela superproteção dos mesmos. Joe convence Patrick de que podiam levar uma vida ausente de regras e anárquica se construíssem uma casa no meio da floresta. A esta dupla, junta-se uma personagem digna de qualquer caderneta de cromos raros - Biaggio (Moisés Arias). Os três constroem uma “casa” e tornam-se independentes e autónomos. O tempo vai passando e as famílias começam a ficar preocupadas com o estranho desaparecimento dos três jovens. 

No entanto, a felicidade e liberdade que estes três jovens estão a vivenciar não vai passar de uma utopia. Tudo agrava quando Joe convida a rapariga que gosta - Kelly (Erin Moriarty) - para visitar a “casa” da floresta. A química entre Kelly e Patrick é imediata. Joe não aceita esta relação e vira-se contra o amigo e a amada. 

O cenário ideal acaba e as amizades sofrem um revés. Patrick e Biaggio regressam a casa, deixando Joe sozinho na “casa”. O adolescente ainda consegue manter-se algum tempo sozinho, para desespero da sua família que continua sem saber do seu paradeiro. É Kelly que conta ao pai de Joe onde este está. O reencontro é atribulado, porque a Joe e ao pai, junta-se Kelly, Biaggio e uma cobra venenosa. 

“The Kings of Summer” é catalogado como comédia, mas na verdade é muito mais do que isso. Vogt-Roberts construiu um puzzle delicado sobre emoções, sobre relações e, sobretudo, sobre transições. O filme tem “elementos indie” que fazem lembrar Stand by me, Moonrise Kingdom, ou tantos outros filmes que abordam rituais de passagem – a transição da vida adolescente à adulta. Este “pequeno filme” tem um elenco incrível - de que Offerman merece especial destaque. O argumento foi primorosamente pensado e tem apontamentos humorísticos que são premiados pelo bom gosto. Tem momentos de emoção que não são de todo lamechas ou exagerados. Por fim, um destaque para a maravilhosa cinematografia do filme.

Nota: 






* sem dados

16/09/2013

Festival de Toronto 2013 | Os filmes


Como bons alunos e seguidores atentos do Festival, 
eis a lista dos filmes a que devemos estar atentos nos próximos tempos:


12 Years A Slave
 - IMDb -


August: Osage County
- IMDb -


Blue is the Warmest Color
- IMDb -


Dallas Buyers Club
- IMDb -


Dom Hemingway
 - IMDb -


Gravity
-IMDb -


Philomena
- IMDb -


Rush
-IMDb -


Under the Skin
-IMDb -


Jodorowsky's Dune
- IMDb -

15/09/2013

#Quote | Pride and Prejudice




"All these things I am willing to put aside and ask
 you to end my agony."

Pride and Prejudice (Joe Wright / 2005)

13/09/2013

Chloë Moretz & Léa Seydoux por Craig McDean | W Magazine. Outubro 2013

A ex-modelo Léa Seydoux e a estrela maior de Kick Ass - Chloë Moretz estão em destaque na edição de Outubro da revista W. Ambas tiveram direito a capa e produção fotográfica assinada por Craig McDean











11/09/2013

Cate Blanchett | AnOther Magazine






Opinião | Blue Jasmine | Woody Allen. 2013

Título em Portugal: Blue Jasmine
Data de estreia: 12.09.2013







Jasmine (Cate Blanchett) e Hal (Alec Baldwin) são um casal perfeito. Casas de luxo espalhadas nas mais diversas zonas dos EUA. Requinte, festas, roupas de marcas, jóias, carros, etc. Uma aparente vida perfeita na alta sociedade americana.
Mas, os telhados de vidro cedem. Jasmine começa a duvidar (com razão) da fidelidade de Hal. E para piorar o enredo, Hal - depois de uma denúncia anónima às autoridades (que não é tão anónima assim) - vê os seus negócios serem sujeitos a uma averiguação minuciosa. É que Hal supostamente investe dinheiro dos outros, mas na verdade, roubava-os. O empresário é preso e a mulher fica sozinha e na bancarrota.

A solução que a ex-jet set encontra é a de pedir ajuda à sua irmã - Ginger (Sally Hawkins) - divorciada, com dois filhos. A irmã era casada com Augie (Andrew Dice Clay). O casal era feliz e rico, até ao dia em que,  influenciados por Jasmine, confiam o dinheiro que têm a Hal - para investir.
Em São Francisco, Jasmine vai ter que sobreviver num apartamento de classe média, com duas crianças, sem privacidade, sem dinheiro, e viciada em xanax e álcool. Para piorar a sua vida, a irmã tem um namorado Chili (Bobby Cannavale) - rude, mal educado e desbocado.

Decidida (na verdade, obrigada) a mudar de vida, opta por voltar a estudar. Mas como não tem dinheiro, aceita um trabalho como recepcionista de uma clínica de estomatologia e inscreve-se num curso de Informática.
A adaptação de Jasmine a esta nova vida não é fácil, sobretudo porque está mergulhada em profunda doença psicológica. Ao xanax e bebidas alcoólicas, juntam-se momentos de profunda depressão e alucinação.








Jasmine vai a uma festa e conhece  Dwight (Peter Sarsgaard) - um diplomata com pretensões na política. Também nesta festa Ginger conhece Al (Louis C.K.) - e a atracção física entre os dois é explosiva, forçando Ginger a afastar-se de Chili.
Entre Dwight e Jasmine nasce uma relação, alicerçada em mentiras (criadas por Jasmine, que não admite a sua verdadeira biografia). O pedido de casamento e visão do futuro está à esquina e prestes a tornar-se realidade, mas tudo se desmorona depressa. Ginger descobre que AL é casado e Dwight descobre que Jasmine mentiu. Ginger regressa para Chili e Jasmine volta a ficar só.









Tal como todos, ou quase todos os filmes de Woody Allen, o mix do brejeiro / requintado está presente. A piada mais subtil é misturada à piada mais refinada e pode ser seguida de uma totalmente banal. Nem sempre funciona, mas neste caso brilha. Allen não aparece no filme, nem criou nenhum alter-ego. Filmou com confiança arquétipos cheios de detalhes que enriquecem a história e prendem os espectadores à cena seguinte.

Blue Jasmine brilha pelo argumento e realização, mas brilha muito pela exemplar e irrepreensível interpretação de Cate Blanchet. Este novo filme de Allen é uma história banal e trágica que, à medida que se desenrola, torna-se cada vez mais fascinante. O recurso a flashbacks pode tornar-se frustrante porque por vezes acontecem sem transição, mas são justificados, pois esta história não poderia ser contada de outra forma. 








Só através deste recurso se percebe a história e percurso complexo da incrível Jasmine. Cate Blanchett dota a personagem de uma dualidade de segurança, elegância e glamour com loucura, insegurança, depressão e sem auto-estima.
Jasmine provoca-nos um riso fácil, mas envergonhado. A tragédia que envolve a personagem é tanta que, sempre que uma gargalhada é arrancada ao público, sentimo-nos mal por rir.
Cate é a estrela do filme, mas não brilha sozinha. Ao seu lado, e a funcionarem como personagens secundários, estão Louis CK, Michael Stuhlberg e Max Casella, Alec Baldwin, Andrew Dice Clay e Peter Sarsgaard. Mas neste incrível elenco merecem destaque especial Sally Hawkins e Bobby Cannavale.
Woody Allen, com os seus 78 anos, escreveu e realizou um filme em que as personagens femininas são as estrelas principais, em que a tragédia é disfarçada com humor, e recheado com uma banda sonora de bom gosto.




Nota: