31/03/2014

Dom Hemingway | O poster dos posters

A fotografia é de Jill Greenberg, o design no poster coube a Mark W. Carroll. Não sei o nome do babuíno mas sei que Dom Hemingway será interpretado por Jude Law e este poster merecia um prémio qualquer. É simplesmente um must. Moi loves!




25/03/2014

Marion Cotillard | Lady Dior

Foi a saltar num trampolim, que a lente do fotografo Jean-Baptiste Mondino imortalizou em imagem Marion Cotillard para a nova campanha da DIOR - Lady Dior.
A parceria entre a actriz francesa e a casa de Moda dura desde 2008. Os vestidos usados são todos da marca e desenhados por Raf Simons. 












Avengers: Age of Ultron | Set

Eis um primeiro olhar sobre Quicksilver (Aaron Taylor-Johnson) e Scarlet Witch (Elizabeth Olsen) em "Avengers: Age of Ultron":





Está lá? | Downton Abbey?

Inglaterra. Inicio do século XX. 
A dependência em torno das tecnologias já se fazia notar. 







23/03/2014

Opinião | 300: Rise of an Empire | Noam Murro. 2014

Título em Portugal: 300: O Início de Um Império
Data de estreia: 06.03.2014




É muito difícil para alguém de História escrever sobre um filme deste género.  É sobretudo difícil, quando o filme - na sua exuberância gráfica - faz-nos ignorar quase todas e quaisquer imprecisões históricas. Mas 300: Rise of an Empire não foi escrito por Homero e o filme não é a Ilíada ou a Odisseia. Não o pretende ser. 
Quando começaram a surgir boatos sobre a possível sequela de 300, todos tememos o pior. Os 300 de Leónidas, a inovação de Zack Snyder e a inspiração gráfica de Frank Miller era uma ideia que soava a impossível. 
Tudo piorou quando a certeza de que a sequela ia acontecer e de que, na verdade, esta continuidade iria contar a história do antes da gloriosa morte dos espartanos na Batalha de Termópilas. Aliás, contar o antes e voltar à mesma cronologia do primeiro filme. Noam Murro de facto fê-lo. Não foi inteiramente bem sucedido, mas tentou. 

O realizador  voltou a inspirar-se na obra gráfica de Frank Miller. Desta vez o herói central é Temístocles (interpretado por Sullivan Stapleton), o bravo ateniense. O cenário de fundo - as Guerras Médicas ou Guerras Greco-Persas. Os inimigos continuam a ser os persas, mas a Xerxes (Rodrigo Santoro) junta-se Artemísia I de Cária (Eva Green). 
Começamos com a Batalha de Maratona e a morte do grande Dario. Depois viajamos (via narração) para a Batalha de Termópilas e assistimos à batalha naval ocorrida - em simultâneo - em Artemísio. Findamos com a Batalha de Salamina. Um olhar menos atento, não vai ter em conta todas os erros históricos do argumento, mas vai ser graficamente feliz. O espectador mais exigente tem duas escolhas - ou renega e abomina o filme, ou ignora as imprecisões e delicia-se com o aspecto visual e mais valias digitais do filme. Recomendo a segunda opção. Colocar a "História Ciência" na gaveta e permitir um deslumbre pela mitologia clássica. Não é fácil, confesso. 






Esta sequela tem como maestro o quase desconhecido Noam Murro. Snyder assumiu o papel de produtor e co-escritor.
O filme inicia-se com cenas de acção muito semelhantes ao primeiro filme. Os espectadores que não virão o primeiro filme vão ficar chocados e ao mesmo tempo deslumbrados pela forma como decapitados, desmembrados, ensanguentados são colocados no filme. Dispostos como se de um quadro renascentista se tratasse. Uma espécie de "beleza carnal". As cenas em que assistimos em primeira fila a mortes cruéis, são envoltas em planos lentos, misturados com outros de rapidez total mas são sempre envoltos em tons e cores dignas de uma iluminura barroca. 

Não me vou alongar mais e nem sequer vou dotar este texto de grandes detalhes. Cientificamente, não posso. Se fosse exaustiva e correcta cientificamente, teria que arrasar este trabalho de Noam Murro. 300: Rise of an Empire é um amor visual. Aborda uma parte da história clássica difícil de contar e ainda mais difícil de perceber. Peca pela pouca substancia argumentativa, ou então o problema, é que nós os espectadores estamos cada vez mais exigentes. Entre o primeiro 300 e esta sequela, muito aconteceu no cinema e sobretudo na televisão. À História misturou-se a fantasia e ao primeiro filme - o de Snyder - sucedeu-se um Spartacus (série) e até um Game of Thrones. A bravura clássica já não tem o mesmo impacto ou encanto que teve em 1960 com o Spartacus de Stanley Kubrick ou com um Ben-Hur
Mas mesmo assim, sem o factor surpresa ou inovador. Sem o espanto de ver mulheres heroínas e homens com abdominais acentuados, Murro preocupou-se em introduzir a questão da democracia grega, da liberdade e da tirania. 

É um filme a ver. A ver de forma despretensiosa e desprovida de julgamentos científicos. Distrai, mostra homens, heróis e semi-deuses, e numa altura em que o mundo parece perder o seu conceito-base de democracia, saímos do cinema a pensar como tão rapidamente na História a luta de homens pela pátria,  casa-mãe e valores - supostamente imortais - resvalou na pela defesa do próprio umbigo e interesses menores. 


Nota:


20/03/2014

Mad Men | Promo Temporada 7 | Fotografias de Frank Ockenfels








Devious Maids | Temporada 2. Posters



Devious Maids, a série criada por Marc Cherry, produzida pela ABC e com a bênção de Eva Longoria vai ter o seu regresso para uma segunda temporada no dia 20 de Abril de 2014. 
As interessantes latinas, empregadas domésticas de famílias abastadas Beverly Hills prometem continuar a irreverência, intromissão e sobretudo a espalhar caos e charme. 
Obviamente que ter Roselyn Sánchez no elenco, é mais que um excelente motivo para ver Devious Maids.




19/03/2014

Opinião: Her | Spike Jonze. 2013

Título em Portugal: Uma História de Amor
Data de estreia: 13.02.2014 























Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) é um homem solitário que vive um complicado processo de divórcio. Escritor de profissão, passa os dias a redigir cartas encomendadas. Theo "vive a vida" daqueles a quem escreve a correspondência. Vida social escassa, relações amorosas inexistentes, fúteis ou digitais. Despende grande parte do seu tempo-livre a jogar consola. 

Certo dia, ao cruzar-se com o anúncio de um novo sistema operativo dotado de inteligência artificial do mais inovador possível, resolve compra-lo. Na formatação do mesmo, é criada uma personagem à medida – Samantha (Scarlett Johansson). O perfil e consequente voz desta criação digital é tudo aquilo que Theo desejava. A sintonia e afectividade são quase imediatas. O homem e máquina passam horas a conversar. A empatia e amizade depressa resvalam para amor. Theo passa a amar e namorar com o sistema operativo perfeito. O isolamento agrava-se e a realidade torna-se cada vez mais distorcida e virtual. Samantha conhece Theo como ninguém. Percebe-o, aconselha-o, preenche os vazios da vida do escritor. Mas rapidamente a relação perfeita chega a um fim. É que o sistema operativo ideal de Theo é partilhado por outras pessoas. Pessoas que, tal como ele são apaixonados e dependentes daquela voz terrivelmente sexy e rouca. Aparentemente o fim da relação abala Theo, mas não o prejudica. Pelo contrário. O homem parece perceber o potencial de alguém que sempre esteve perto dele e que nunca viu “com olhos de ver” – a amiga e vizinha e Amy (Amy Adams).





Antes de mais nada, uma vénia muito demorada aos Arcade Fire pela brutal banda sonora. 
Spike Jonze toucou em tantos pontos sensíveis. Tecnologia e solidão num futuro próximo – um mal que a todos (por breves ou longos momentos) assola. Relacionamentos modernos e a necessidade de voltarmos a ser humanos sem estarmos a olhar para um monitor horas a fio é o mote de Her. O mundo está em constante mutação, mas isso não tem que significar que também nós – seres humanos – tenhamos que enveredar por uma vida robótica e monótona. O realizador provoca, desalinha e inquieta a mente do espectador. 

É fácil perceber porque Her foi escolhido pela National Board of Review como o melhor filme de 2013. O visual, as cores, a edição, o argumento e os figurinos são um triunfo em si próprios. A música acompanha e encaixa como luva nos humores e actos das personagens. A história do filme é aparentemente fútil e simples, mas nunca resvala para o cliché. A identificação da parte de quem vê o filme com Theo é inquestionável. Vivemos num mundo onde a dependência de tecnologias e gadgets é cada vez mais uma realidade. Uma deprimente realidade. 

Joaquin Phoenix dispensa grandes elogios, todos conhecemos o seu inesgotável talento. Phoenix dota Theo de um estilo distinto. O actor interpreta um protagonista complicado, sensível, mas ao mesmo tempo engraçado, apesar de amargurado na sua solidão intensa. No filme, o actor está quase sempre sozinho ou acompanhado pela voz de Johansson. Voz que começa como alguém quente, sensível, pronta a amar, mas que depressa se distancia e afasta da humanização que aparentava ter. No fim, Samantha é somente um computador. E Theo um Homem. Nada mais. 

Her de Spike Jonze é um filme sobre a modernidade tecnológica e é uma chamada de atenção à humanidade. Mesmo perante esta dependência “de rede”, o amor, a perda, a evolução e o desejo são elementos atemporais e intrínsecos ao Ser Humano. 



"The past is just a story we tell ourselves"






Nota: