01/04/2017

A Maldição de Oak Island | Um vício!



Numa época em que o Canal de História vive uma crise de identidade, em que Reis, heróis e figuras importantes de séculos de História são substituídos por OVNI's e extraterrestres e em que o Canal divulga a venda de objectos de carácter histórico em casas de penhores, A Maldição de Oak Island é uma espécie de elixir da juventude.


Qualquer historiador que se preze gosta de mistérios. Quantos não seguiram História pela paixão que Indiana Jones despertou em nós? Tesouros... a maior das ambições. A ânsia de ver algo nunca visto, algo que alguém no passado tocou, roubou, criou. O mistério, o seguir as "pegadas", o desvendar as fontes faz as delicias de todos aqueles que estudam ou simplesmente que gostam da ciência que estuda o Homem e sua acção no tempo.




O que é A Maldição de Oak Island?

É uma espécie de reality show do Canal de História com uma premissa intrigante. Há uma ilha ao largo da costa da Nova Escócia, no Canadá, que abriga uma infinidade de mistérios (incluindo um tesouro escondido), custou a vida a seis homens e tem intrigado personalidades como John Wayne, Errol Flynn e Franklin D. Roosevelt. A série segue a jornada de dois irmãos, Rick e Marty Lagina, que tentam descobrir os segredos da ilha. As hipóteses são muitas: tesouros templários, aztecas, piratas e até bens de Marie Antoinette. Envolve a literatura de Shakespeare, Francis Bacon, o Rosacrucianismo e os Templários. 

Assim, ao longo de quatro temporadas perdemos (alegremente) horas de vida a ver os irmãos Lagina e restante equipa à procura de algo... o quê propriamente? Não sabemos. As teorias e mistérios vão alterando e nunca nenhuma é excluída. O saber concreto não é importante, pois qualquer uma das hipóteses serve para aguçar a nossa curiosidade. 

Vibramos com cada escavação, perfuração, drenagem. Ansiamos por qual prova, qualquer sinal. A ilha já esta feita num queijo suíço e ainda nada de muito relevante foi encontrado, isto para não dizer nada, porque já foram encontradas moedas curiosas e outras peças relacionadas com a construção naval. 


Os irmãos Lagina já gastaram muito dinheiro nesta jornada épica. Podemos argumentar que ciência não há muita, provas históricas muito menos, mas há sempre cuidado em chamar profissionais de várias áreas, há cuidado com o respeito pelas normas a aplicar nas escavações arqueológicas e há respeito pela Natureza. São feitas datações em laboratórios e até há pesquisa documental.

Por todas estas condicionantes, Oak Island é um vício. Não se pode perder um episódio e o objectivo máximo é ver estes teimosos irmãos a encontrarem alguma coisa, qualquer coisa que não seja de origem extraterrestre e que algo relacionado com os Templários seja encontrado, ou - num desejo mais pessoal - que o tesouro tenha origem na nossa Ordem de Cristo.

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